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Mais segurança

Drones e óculos virtuais inovam produção de aço no Espírito Santo

Investimentos na área de siderurgia aumentam a segurança dos trabalhadores e a produtividade das operações da ArcelorMittal, na unidade de Tubarão

Publicado em 07 de Janeiro de 2024 às 10:47

Jaqueline Vianna

Publicado em 

07 jan 2024 às 10:47
Simulador permite a colaborador treinar para operação de ponte volante na ArcelorMittal
Simulador permite a colaborador treinar para operação de ponte volante na ArcelorMittal Crédito: ArcelorMittal
No parque industrial, óculos de realidade virtual apontam riscos em operações e drones sobrevoam equipamentos altos fazendo inspeções. Tudo para aumentar a segurança dos trabalhadores que atuam na siderurgia.
É assim que a ArcelorMittal tem convertido inovação em proteção para os funcionários e o meio ambiente, na unidade de Tubarão. Esse investimento também possibilita aumento de produtividade e, consequentemente, bons resultados financeiros.
Para se ter ideia, o iNO.VC, programa de transformação digital da companhia, já possibilitou, em três anos de existência, ganhos de US$ 36 milhões (R$ 176 milhões) em todos os projetos realizados, especialmente os desenvolvidos nas áreas de produção. A empresa investiu diretamente em projetos para resultados de inovações digitais um total de US$ 9,1 milhões (R$ 44 milhões).
Mas a gerente de Transformação Digital da ArcelorMittal, Luciana Morgan, destaca que o propósito de inovar vai muito além da busca por lucro, tanto que a maioria dos projetos desenvolvidos no iNO.VC é focada em meio ambiente e na segurança dos colaboradores que atuam na produção de aço. “Nem toda inovação traz resultados financeiros, mas nem por isso deixamos de inovar. Entendemos que saúde, segurança e sustentabilidade melhoram o ecossistema como um todo, por isso são valores muito importantes e imensuráveis do ponto de vista financeiro”, diz Luciana.
A gerente cita alguns equipamentos desenvolvidos para garantir a segurança. “Não tem valor maior do que a pessoa vir trabalhar e voltar para sua casa de forma íntegra. Quando o funcionário entra na empresa, nem sempre está habilitado para operar uma ponte volante, por exemplo, que é um equipamento de grande porte. Então desenvolvemos um simulador, uma cabine de uma ponte, onde ele pode treinar numa realidade virtual, tirar suas dúvidas em ambiente seguro, até estar preparado. Temos também treinamento de percepção de risco com óculos de realidade virtual.”
Outra inovação, apontada por Luciana, é o sistema de drones para inspeções em equipamentos muito altos. Antes, para fazer a verificação, era necessário erguer o funcionário em uma plataforma elevatória. “No monitoramento de água dos silos, ambiente que tem gases para gerar energia, é necessário um trabalhador com EPI (equipamento de proteção individual) ir para a área. Agora um sistema pode fazer esse monitoramento e indicar quando o funcionário realmente tem que entrar, de forma mais segura. Estamos instalando esse processo para dar mais segurança. É a inteligência artificial que fala se o silo está cheio ou vazio, se precisa drenar, se está com alguma falha. Essas são algumas soluções para prevenção e mitigação de riscos já existentes”, comenta.
Para dar mais transparência às atividades, a empresa também criou o app chamado Evoluir ArcelorMittal, pelo qual a população pode acompanhar as ações da companhia de gestão ambiental e o cumprimento do Termo de Compromisso Ambiental (TCA), firmado com o poder público em 2018.
“Desde as iniciativas mais simples, como o app, que nos fornece um ganho imenso em transparência com a sociedade, até os processos mais complexos implementados em nossa linha produtiva, a inovação está presente, ela faz parte de nós. Conseguimos desenvolver simuladores, automatizar processos, colocar sensores, inteligência de capacidade de correias transportadoras, sistemas de controle de manutenção para evitar quebras. Toda vez que nós conseguimos mitigar falhas mecânicas e elétricas, aumentamos a produtividade da empresa. Quando aumenta a produtividade, automaticamente é mais econômico produzir”, diz ela, explicando o efeito em cadeia provocado pelas transformações tecnológicas.

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