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Em Ribeirão Preto

Alunas de medicina da USP denunciam professor por transfobia

O professor teria criticado as políticas de inclusão na USP e agredido verbalmente as duas estudantes. O caso será investigado pela Faculdade de Medicina

Publicado em 09 de Novembro de 2023 às 14:22

Agência FolhaPress

Publicado em 

09 nov 2023 às 14:22
Duas estudantes de medicina da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto, no interior do estado, procuraram a polícia para denunciar um professor por transfobia. Louíse Rodrigues e Silva e Stella Branco são mulheres trans e teriam sido ameaçadas pelo médico e professor Jyrson Guilherme Klamt.
Segundo o DCE (Diretório Central de Estudantes), o caso aconteceu na primeira semana de novembro durante o almoço, no refeitório do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina. O caso será investigado pela Faculdade de Medicina. Um dia antes, cerimônia realizada na universidade havia ressaltado a luta contra a transfobia e destacado o direito ao uso dos banheiros de acordo com a identidade de gênero.
O professor então teria criticado as políticas de inclusão na USP e agredido verbalmente as duas estudantes, que estão no último ano do curso. De acordo com Louíse, o professor a abordou e disse que considera absurdo o uso dos banheiros de acordo com a identidade de gênero. Depois, teria dito que as alunas trans sairiam mortas do sanitário feminino caso dividissem o espaço com a filha dele.
Stella juntou-se a Louíse para defendê-la e disse que o professor acredita impunidade. Elas registraram um boletim de ocorrência e dizem ter contado com duas testemunhas que presenciaram as agressões. "É um absurdo que ainda haja na Universidade de São Paulo tamanha violência e que tais agressores saiam impunes, enquanto as vítimas dessa situação violenta sejam negligenciadas e mal recebem o apoio da faculdade", diz o DCE, em nota.
Em entrevista por telefone ao Jornal da EPTV, afiliada da TV Globo, o professor Jyrson Guilherme Klamt afirmou que não teve intenção de constranger as alunas e que nunca teve atitude transfóbica. Ele disse que apenas perguntou a uma das alunas como ela gostaria de ser tratada e a reação foi violenta. Agressões contra a população LGBTQIA+ são penalizadas como crimes raciais desde junho de 2019, quando o STF (Supremo Tribunal Federal) entendeu ter havido omissão do Congresso Nacional ao não editar lei que criminalize atos do tipo.

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