Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Em andamento no Senado

Após 'BBB', CPI da Covid vira paixão nacional

A CPI virou o novo reality show dos brasileiros. E com recordes de audiência. O canal criado pelo Senado soma mais de 3 milhões de acessos em menos de um mês

Publicado em 20 de Maio de 2021 às 16:14

Agência Estado

Publicado em 

20 mai 2021 às 16:14
CPI da Covid ouve o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello
CPI da Covid ouve o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello Crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado
O enredo é trágico, os personagens vestem o figurino indicado (com papéis bem definidos), há periodicidade na apresentação dos capítulos e o final pode ser surpreendente. Com o fim do programa Big Brother Brasil, da TV Globo, a CPI da Covid virou o novo reality show dos brasileiros. E com recordes de audiência. O canal criado pelo Senado no YouTube para informar sobre o andamento da comissão soma mais de 3 milhões de acessos em menos de um mês. Juntos, os vídeos sobre a investigação só perdem em visualização para a sessão do impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016.
Com a "apresentação" de oito depoimentos, a CPI criada para investigar ações e omissões do governo Jair Bolsonaro ao longo da pandemia caiu na boca do povo e cenas dos próximos capítulos são aguardadas com expectativa pelo público. Na quarta-feira, 19, a fala do ex-ministro Eduardo Pazuello foi vista mais de 853 mil vezes. Nos intervalos ainda foi possível acompanhar coberturas cheias de humor.
O comediante Marcelo Adnet, por exemplo, narrou parte do depoimento do ex-chanceler Ernesto Araújo, na terça-feira, como se fosse uma partida de futebol apresentada por Galvão Bueno e comentada pelo ex-jogador Casagrande. "Ele vai enrolando, ela vai gaguejando, não sabe o que é o que. Parece inebriado pelo álcool em gel, suas palavras não fazem mais sentido, vai dando voltas com a bola em campo", brincou.
Um dia depois, os vídeos postados por Adnet já somavam mais de 1,1 milhão de acessos e eram comentados até mesmo por deputados federais. "No meio de tantas tragédias e tantas mentiras, ainda bem que temos a genialidade do Adnet", disse Ivan Valente (PSOL-SP).
Na quarta, a "cobertura" continuou com a fala de Pazuello.

INTERATIVIDADE

O interesse pela CPI é tanto entre eleitores e apoiadores de integrantes da comissão que senadores têm checado suas redes sociais em pleno interrogatório e até feito perguntas enviadas por internautas aos depoentes - caso do relator, Renan Calheiros (MDB-AL), que pede sugestões a seus seguidores nas redes sociais e publica vídeos editados com seus "melhores momentos".
Durante a fala do ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten, um vídeo postado nas redes sociais chegou a ser apresentado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE) para desmentir declaração dada por ele minutos antes.
O ex-chefe da Secom disse que havia ficado 26 dias afastado de suas funções em março de 2020 por ter contraído covid-19. No vídeo gravado ao lado do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), no entanto, Wajngarten afirmava estar ótimo e trabalhando normalmente. Até aqui, o depoimento dele foi o mais assistido no canal do Senado, com mais de 642 mil acessos.
Já a senadora Kátia Abreu (PP-GO) alterna suas estratégias. Na terça, por exemplo, publicou um vídeo antes mesmo de a sessão começar, desejando que "Deus tivesse piedade da alma de Araújo". Sua participação incisiva rendeu depois uma série de memes nas redes.

"BONS PERSONAGENS"

Para o cientista político Marco Antonio Teixeira, da FGV-SP, são vários os motivos que explicam esse interesse pela CPI da Covid. "Primeiro, o assunto, que é impactante e tem a ver com a vida de muitas pessoas. Depois, os personagens são bons e travam duelos retóricos dignos de um espetáculo. E, por fim, o assunto não é técnico. Diferentemente da CPI da Petrobras, por exemplo, que era chamada de a CPI do engenheiro, os temas tratados agora são de domínio público, ou seja, não exigem conhecimento técnico."
Teixeira ainda destacou que a comissão tem potencial de explicar à população de fato quais políticas ou ausências de políticas colaboraram para a tragédia humana que a crise sanitária representa no Brasil, com mais de 430 mil mortos. "Esse é o lado mais dramático da CPI, cujo material é o sofrimento."
No Telegram, que teve participação massiva no BBB 21, a diversão atual dos grupos é seguir os bate-bocas que se desenrolam no Senado. Só o Canal Espiadinha já soma quase 150 mil inscritos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Doce de leite produzido em Linhares que perdeu a medalha de ouro para um concorrente da Argentina
O segredo do doce de leite de búfala do ES premiado em concurso mundial
Imagem de destaque
Com ferrovia funcionando, Vports quer dobrar movimento de gusa por Vila Velha
Inteligência Artificial vai acabar com algumas profissões
O profissional de marketing na era da IA

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados