No dia seguinte após a derrota, Fernando Haddad (PT) usou o Twitter para parabenizar o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), pela vitória. Disse que escreve a mensagem “de coração leve” para que “ela estimule o melhor de todos nós”. Ontem, ele avisou a dirigentes petistas que não ligaria para Bolsonaro, um gesto tradicional entre os políticos de reconhecimento da derrota.
No discurso depois da derrota, Haddad também não cumprimentou Bolsonaro (PSL) pela derrota. Segundo aliados, ele se queixou de o adversário não ter mostrado civilidade durante a campanha.
Na noite de domingo, ele disse que, agora, tem a "tarefa" de fazer oposição e de defender o pensamento dos mais de brasileiros que não votaram no presidente eleito.
"Uma parte expressiva do povo brasileiro precisa ser respeitada neste momento. Diverge da maioria, tem um outro projeto de Brasil na cabeça e merece o respeito no dia de hoje. [...] Portanto, nós temos uma tarefa enorme no país que é, em nome da democracia, defender o pensamento, defender as liberdades desses 45 milhões de brasileiros que nos acompanharam até aqui", afirmou o petista, em São Paulo.
Derrotada na corrida presidencial pela Rede, Marina Silva divulgou nota cumprimentando o presidente eleito. A ex-ministra do Meio Ambiente disse que está “preocupada e modestamente confiante” com o resultado das urnas. Na semana passada, ela declarou voto crítico a Fernando Haddad (PT).
" resultado das urnas me deixa, ao mesmo tempo, muito preocupada e modestamente confiante. Preocupada porque foram desencadeadas, na campanha, forças que ameaçam a democracia, pela mentira e pela violência, pela polarização extremada, pela potencialização do ódio e do medo. Confiante porque vejo a presença forte e vigilante de uma consciência cívica e democrática, enraizada em amplos setores da sociedade brasileira, que a torna capaz de resistir a todas essas ameaça"
Bolsonaro, de 63 anos, foi eleito com 57,7 milhões de votos, o equivalente a 55% dos votos válidos. Marina saudou o militar da reserva “em respeito à nossa Constituição e às instituições democráticas, entre as quais está a Presidência da República”.
Ela reafirmou que fará oposição destacando que teme riscos imediatos para o desmanche da estrutura de proteção ambiental com a “desconsideração dos direitos das comunidades indígenas e quilombolas quanto à demarcação de suas terras, a minimização da importância dos direitos à diversidade e o risco de fragilização da Constituição”.
A ex-ministra também diz esperar que o resultado seja acatado com serenidade e que os brasileiros assumam a política e “o debate de projetos e ideias para o bem do país”.