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Covid-19

Grávida que tomou AstraZeneca deve ter 2ª dose só 45 dias após parto

A orientação consta em uma nota técnica do Ministério da Saúde, publicada nesta quarta (19); Anvisa havia orientado a suspensão da aplicação da vacina em gestantes

Publicado em 19 de Maio de 2021 às 20:19

Agência FolhaPress

Publicado em 

19 mai 2021 às 20:19
Vacina de Oxford
Gestantes que tomaram a primeira dose da vacina da AstraZeneca devem esperar 45 dias para segunda dose Crédito: Carlos Alberto Silva
Gestantes que tomaram a primeira dose da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 devem aguardar até o fim da gestação e do puerpério (ou seja, até 45 dias após o parto) para completar o esquema vacinal com a segunda dose. A orientação consta de nota técnica divulgada nesta quarta-feira (19) pelo Ministério da Saúde.
A medida ocorre após Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orientar a suspensão temporária da aplicação da vacina da AstraZeneca em gestantes e puérperas no país.
A orientação da agência foi tomada após a morte de uma gestante do Rio de Janeiro que havia tomado a vacina e teve caso suspeito de síndrome de trombose com trombocitopenia, extremamente raro, e cuja relação com a vacina é investigada.
Com a suspensão, a vacinação de gestantes que ainda não tinham recebido as doses passou a ocorrer no país com o uso de imunizantes da Pfizer e do Butantan. Também ficou restrita a gestantes com doenças preexistentes. Havia dúvidas, porém, sobre qual seria a orientação da Saúde para as gestantes que já haviam recebido a primeira dose da AstraZeneca.
Segundo o ministério, até o dia 10 de maio, mais de 15 mil grávidas foram vacinadas com esse imunizante da AstraZeneca no Brasil. Não há informações sobre outros casos de eventos adversos.
Em nota, porém, a pasta orienta que gestantes e puérperas que já receberam a vacina da AstraZeneca procurem atendimento médico imediato se apresentarem, nos 4 a 28 dias seguintes à vacinação, algum efeito colateral.
Entre eles estão falta de ar, dor no peito, inchaço nas pernas, dor abdominal persistente, sintomas neurológicos, como dor de cabeça persistente e de forte intensidade, borrada, dificuldade na fala ou sonolência; ou pequenas manchas avermelhadas na pele além do local em que foi aplicada a vacina.

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