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Supremo

Hoje tenho 10% de mim dentro do STF, diz Bolsonaro sobre Nunes Marques

A estratégia de Kassio para empatar, segundo Bolsonaro, seria pedindo vista –mais tempo para analisar– em pautas que poderiam ser derrotadas no plenário do STF

Publicado em 09 de Novembro de 2021 às 18:09

Agência FolhaPress

Publicado em 

09 nov 2021 às 18:09
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que tem 10% de si no STF (Supremo Tribunal Federal), com o ministro Kassio Nunes Marques, indicado por ele no ano passado.
"Vamos considerar o presidente [do Supremo], que só caso em extremo que tem participação mais ativa dele. São dez que decidem lá. Hoje eu tenho 10% de mim dentro do Supremo", disse o chefe do Executivo, em entrevista ao portal bolsonarista Jornal Cidade Online.
"Não é que eu mande no voto do Kassio", completou depois Bolsonaro. O ministro da corte, na avaliação do presidente, estaria empatando o jogo, ao impedir o avanço de pautas não alinhadas aos "conservadores".
A estratégia de Kassio para empatar, segundo Bolsonaro, seria pedindo vista –mais tempo para analisar– em pautas que poderiam ser derrotadas no plenário do STF.
No final de setembro, por exemplo, o ministro suspendeu o julgamento virtual que tratava de decretos do presidente para facilitar o acesso a armas.
Três ministros já haviam votado para barrar a flexibilização nas regras, quando Kassio pediu vista.
O ministro era desembargador do TRF-1, quando foi indicado para a vaga de Celso de Mello em outubro do ano passado.
Bolsonaro disse ainda que há ministros de esquerda no Supremo, mas que, se reeleito, poderá indicar mais dois nomes para a corte em 2023.
"Vou ter quatro [ministros lá dentro]. Aí você mudou a linha do Supremo Tribunal Federal. Muitos ministros são de esquerda, a gente sabe disso. A gente sabe, individualmente, quem indicou quem, ideologicamente o que ele representa", afirmou ao canal no Youtube de apoiadores.
Na entrevista e a apoiadores no cercadinho do Palácio do Alvorada, Bolsonaro se queixou sobre a demora do Senado em analisar o nome de André Mendonça para o STF.
A demora dos senadores em analisar a indicação do presidente está parada desde julho.
"A sabatina não é [para] saber se tem conhecimento, não é uma prova escrita, é uma votação secreta. Quem não quer o André, que vote contra. Não pode ficar nessa agonia aí", disse Bolsonaro no Alvorada.
Durante a entrevista, ele disse que não há nem perspectiva de que se vote a indicação no Senado neste ano, porque o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Davi Alcolumbre (DEM-AP), quer indicar outro nome para a vaga.
"Como ele não é simpático a esse nome [Mendonça], quer indicar outro nome. Agora, eu não tenho como fugir do nome do André", afirmou o presidente.
Bolsonaro assumiu um compromisso com o setor para indicar um ministro "terrivelmente evangélico". Eles têm feito pressão no Palácio do Planalto e no Congresso para tentar destravar o caso.
Mais cedo, no Senado, Alcolumbre foi questionado por jornalistas, ao chegar na CCJ, sobre se haveria uma data para a sabatina do ex-AGU. "Tudo parado, tudo parado", disse o parlamentar.
A comissão se reuniu, nesta terça-feira, primeira vez em mais de um mês. O encontro durou apenas dez minutos, para a votação do relatório sobre emendas da comissão ao Orçamento. A sabatina de Mendonça não foi discutida.
Para membros da CCJ, não está claro se Alcolumbre vai ceder e pautar a sabatina do ex-AGU no chamado esforço concentrado, a ser realizado no fim deste mês.
Governistas esperam que a pressão no presidente da CCJ, neste período, seja suficiente para convencê-lo a analisar André Mendonça.
Na semana passada, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), marcou um esforço concentrado para as sabatinas e votação das indicações de autoridades, que será realizado nos dias 30 de novembro, 1 e 2 de dezembro.
Ele disse que "certamente" todos os presidentes de comissões iriam cumprir suas obrigações e realizar as sabatinas pendentes, elevando ainda mais a pressão sobre Alcolumbre.
"O Senado, dentro da sua função constitucional de apreciar nomes indicados para diversas instâncias de agências reguladoras, o Conselho Nacional de Justiça, do Ministério Público, as embaixadas, nós temos o dever de sabatinar e apreciar no plenário esses nomes", afirmou Pacheco na ocasião.

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