Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Brasil
  • Lula chora em discurso e promete combate à fome e desigualdade
Novo governo

Lula chora em discurso e promete combate à fome e desigualdade

Presidente se emocionou ao falar da volta da fome, com pessoas na porta de açougues à procura de ossos para comer

Publicado em 01 de Janeiro de 2023 às 18:22

Agência Estado

Publicado em 

01 jan 2023 às 18:22
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chorou durante um discurso mais emotivo em defesa ao combate à fome e à pobreza ao se dirigir ao povo brasileiro neste domingo, 1º, no parlatório em frente ao Palácio do Planalto.
Ele afirmou que o País "andou para trás" nos últimos anos e relembrou que o principal compromisso assumido e cumprido em 2003, no seu primeiro mandato, foi lutar contra a desigualdade e acabar com a miséria. "Hoje, 20 anos depois, voltamos a um passado que julgávamos enterrado", declarou.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva chora durante discurso no parlatório do Palácio do Planalto
Lula chorou durante discurso, ao lado de Alckmin e da primeira-dama, Janja Crédito: Reprodução
Lula chora em discurso e promete combate à fome e desigualdade
Lula afirmou que muito do que foi concretizado no passado foi desfeito de forma irresponsável e criminosa, sem citar o governo do agora ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele declarou que a desigualdade e a extrema pobreza voltaram a crescer, além de citar o retorno da fome. "A volta da fome é um crime, o mais grave de todos", emendou.
O presidente se emocionou ao citar a fila de pessoas nas portas dos açougues pedindo ossos para comer. Junto ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ele assumiu compromisso em combater a desigualdade "noite e dia" e citou a desigualdade entre quem joga comida fora e quem se alimenta das sobras.
"Há muito tempo, não víamos tamanho abandono e desalento nas ruas. Mães garimpando lixo em busca de alimento para seus filhos. Famílias inteiras dormindo ao relento, enfrentando o frio, a chuva e o medo. Crianças vendendo bala ou pedindo esmola, quando deveriam estar na escola vivendo plenamente a infância a que têm direito", disse.
"Trabalhadores e trabalhadoras desempregados, exibindo nos semáforos cartazes de papelão com a frase que nos envergonha a todos: 'por favor, me ajuda'", continuou, perdendo a voz em razão do choro.
Ainda em uma fala crítica às diferenças socioeconômicas que vigoram no País, Lula afirmou que a desigualdade "apequena esse País de dimensões continentais" e que não é possível manter essa realidade. "Brasil é grande, mas real grandeza de um país reside na felicidade do seu povo", disse, ao reforçar seu lema de que vai "cuidar com carinho" do povo brasileiro.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
Soldado dos EUA que participou da captura de Maduro é preso após ganhar R$ 2 milhões em aposta sobre saída do líder venezuelano
Imagem de destaque
O polvo de 19 metros que dominava os mares há 100 milhōes de anos
TJES
Juiz do ES é condenado à aposentadoria pela 2ª vez por não aparecer no local de trabalho

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados