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Ex-ministros

Salles diz que Moro, também ex-ministro de Bolsonaro, é "comunista"

Ex-ministro do Meio Ambiente ainda disse que Moro adota a política de dissimulação e traição. A fala de Salles ocorreu durante o programa "Morning Show", da Jovem Pan

Publicado em 24 de Novembro de 2021 às 15:25

Agência FolhaPress

Publicado em 

24 nov 2021 às 15:25
Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles
Ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles Crédito: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Ex-ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro, Ricardo Salles chamou nesta quarta-feira (24) o presidenciável Sergio Moro (Podemos), de quem foi colega quando o ex-juiz chefiou o Ministério da Justiça do governo Jair Bolsonaro (sem partido), de "comunista".
A fala de Salles ocorreu durante o programa "Morning Show", da Jovem Pan, emissora da qual ele é comentarista desde o início deste mês.
"O cara [Moro] aceitou ser político, aceitou ser ministro do Bolsonaro, sabendo que não tinha nada a ver com o governo, que ele é de esquerda, que ele é contra as armas, ele é a favor de droga. O Moro é comunista", disse Salles, sendo rebatido pelos colegas. "Vai dizer que o Moro não é de esquerda? O Moro é um tucano", continuou o ex-ministro, que deixou o cargo em junho, após ser alvo de investigações.
Moro abandonou a magistratura para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro. Ele deixou a pasta em abril de 2020, acusando o presidente de interferência política na PF (Polícia Federal).
Ao contrário do que afirmou Salles, o ex-juiz já declarou ser contra a liberação da maconha, mas, em entrevista ao apresentador Ratinho, do SBT, em julho de 2019, afirmou ser a favor do seu uso medicinal.
Em relação às armas, Moro declarou, em maio de 2019, quando ainda era ministro, que o decreto assinado por Bolsonaro para flexibilizar as regras para compra e porte não fazia parte de uma estratégia de combate à criminalidade.
"Não tem a ver com a segurança pública. Foi uma decisão tomada pelo presidente em atendimento ao resultado das eleições", afirmou ele na ocasião.
Em julho de 2020, depois de deixar o governo, Moro fez uma autoavaliação, em entrevista à Globonews, e declarou que "talvez pudesse ter me insurgido mais" ao falar sobre o tema.
Sobre facilitar o acesso da população às armas, ele disse, na ocasião, que "concorda até determinado nível", mas avaliou que a política poderia virar um problema de segurança pública.
"Acho que flexibilizar a posse de arma em casa mais é algo aceitável, mas acima de determinado ponto você começa a gerar uma política perigosa. Esses armamentos podem ser desviados para o crime e você não tem rastreamento adequado", explicou.
Na terça (23), em entrevista à CNN Brasil, Moro se disse "a favor de uma economia liberal". Na visão do ex-ministro, a iniciativa privada "que busca inovação, abertura de mercados" tem um papel fundamental na sociedade. Já o estado, para ele, deve ter "um papel regulador" na economia.
Ex-ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro, Ricardo Salles chamou nesta quarta-feira (24) o presidenciável Sergio Moro (Podemos), de quem foi colega quando o ex-juiz chefiou o Ministério da Justiça do governo Jair Bolsonaro (sem partido), de "comunista".A reportagem procurou a assessoria de Moro a respeito das declarações do ex-ministro do Meio Ambiente, mas não obteve retorno.
A fala de Salles ocorreu durante o programa "Morning Show", da Jovem Pan, emissora da qual ele é comentarista desde o início deste mês.
"O cara [Moro] aceitou ser político, aceitou ser ministro do Bolsonaro, sabendo que não tinha nada a ver com o governo, que ele é de esquerda, que ele é contra as armas, ele é a favor de droga. O Moro é comunista", disse Salles, sendo rebatido pelos colegas. "Vai dizer que o Moro não é de esquerda? O Moro é um tucano", continuou o ex-ministro, que deixou o cargo em junho, após ser alvo de investigações.
Moro abandonou a magistratura para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro. Ele deixou a pasta em abril de 2020, acusando o presidente de interferência política na PF (Polícia Federal).
Ao contrário do que afirmou Salles, o ex-juiz já declarou ser contra a liberação da maconha, mas, em entrevista ao apresentador Ratinho, do SBT, em julho de 2019, afirmou ser a favor do seu uso medicinal.
Em relação às armas, Moro declarou, em maio de 2019, quando ainda era ministro, que o decreto assinado por Bolsonaro para flexibilizar as regras para compra e porte não fazia parte de uma estratégia de combate à criminalidade.
"Não tem a ver com a segurança pública. Foi uma decisão tomada pelo presidente em atendimento ao resultado das eleições", afirmou ele na ocasião.
Em julho de 2020, depois de deixar o governo, Moro fez uma autoavaliação, em entrevista à Globonews, e declarou que "talvez pudesse ter me insurgido mais" ao falar sobre o tema.
Sobre facilitar o acesso da população às armas, ele disse, na ocasião, que "concorda até determinado nível", mas avaliou que a política poderia virar um problema de segurança pública.
"Acho que flexibilizar a posse de arma em casa mais é algo aceitável, mas acima de determinado ponto você começa a gerar uma política perigosa. Esses armamentos podem ser desviados para o crime e você não tem rastreamento adequado", explicou.
Na terça (23), em entrevista à CNN Brasil, Moro se disse "a favor de uma economia liberal". Na visão do ex-ministro, a iniciativa privada "que busca inovação, abertura de mercados" tem um papel fundamental na sociedade. Já o estado, para ele, deve ter "um papel regulador" na economia.
A reportagem procurou a assessoria de Moro a respeito das declarações do ex-ministro do Meio Ambiente, mas não obteve retorno.

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