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Rio Grande do Sul

Universidade gaúcha expulsa estudante indiciado sob acusação de racismo

Caso envolvendo doutorando de filosofia ganhou repercussão em outubro de 2021

Publicado em 20 de Julho de 2022 às 07:32

Agência FolhaPress

Publicado em 

20 jul 2022 às 07:32
A UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) decidiu desligar do quadro de alunos um doutorando de filosofia que havia sido indiciado no ano passado pelo crime de racismo qualificado. A universidade, sediada em Porto Alegre, confirmou a punição a Álvaro Körbes Hauschild em uma portaria assinada pelo reitor Carlos André Bulhões na última quinta-feira (14).
O caso ganhou repercussão em outubro do ano passado, quando vieram à tona mensagens enviadas por Hauschild para a namorada de um outro estudante da instituição que é negro. Segundo as mensagens divulgadas pelo namorado à época, o doutorando sugeria, por exemplo, que ela encontrasse outro parceiro para "não passar vergonha" e argumentava que a jovem "merecia algo à altura".
Prédio da reitoria da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), em Porto Alegre.
Prédio da reitoria da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), em Porto Alegre. Crédito: Divulgação/UFRGS
O caso gerou revolta entre alunos da UFRGS. Houve campanha pela expulsão do aluno, e as denúncias passaram a ser investigadas pela Polícia Civil. Hauschild foi indiciado por racismo qualificado em outubro do ano passado.
No documento em que confirma o desligamento do aluno, a universidade gaúcha cita um trecho do Código Disciplinar Discente. Esse trecho considera como uma das infrações gravíssimas o ato de "praticar, induzir ou incitar, por qualquer meio, a discriminação ou preconceito de gênero, raça, cor, etnia, religião, orientação sexual ou procedência".
A expulsão foi comemorada nas redes sociais por movimentos estudantis e antirracistas. Conforme a UFRGS, Hauschild tem direito a um pedido de reconsideração da medida com prazo de dez dias. A instituição disse que não iria fazer comentários além do texto que está na portaria.
A Folha tentou contato com o doutorando, não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. Após o caso se tornar público, o estudante confessou à polícia o envio das mensagens, mas afirmou ao portal G1 que não é racista e negou que tenha cometido crime.
Em publicação nas redes sociais, também na época em que o episódio ganhou repercussão, Hauschild pediu desculpas. "De fato, ofendi meu acusador com expressões de desprezo e gostaria de me retratar. Gostaria ainda de ver em seu rosto o acolhimento dos pedidos de desculpas. A muitos parece que a mensagem desrespeita pessoas negras e, mais uma vez, peço desculpas se assim, de fato, lhes ocorreu. Não houve esta intenção", escreveu.
"Conforme informado à polícia, eu estava alcoolizado no momento da conversa. Não tenho vícios, mas tinha virado mesmo uma generosa taça de vinho", acrescentou na ocasião.

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