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Risco aos capixabas

Chuva no ES: Defesa Civil entra em alerta máximo

Segundo boletim emitido pelo órgão às 11h desta terça-feira (29), há 145 pessoas desalojadas no Estado e outros 62 desabrigados. Cidades como Aracruz e Fundão estão em alerta

Publicado em 29 de Novembro de 2022 às 14:58

Alberto Borém

Publicado em 

29 nov 2022 às 14:58
Tempo fechado e chuva no ES
Chuva no ES deve continuar nos próximos dias Crédito: Ricardo Medeiros
A Defesa Civil do Espírito Santo definiu, nesta terça-feira (29), que o risco de chuvas intensas, com a possibilidade de desastres causados pelas condições climáticas, passa a ter o status de "alerta máximo". Em entrevista coletiva, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Alexandre Cerqueira, afirmou que o Estado não tem um grande número de ocorrências relevantes, mas emitiu o alerta como forma de prevenção ao que pode acontecer nos próximos dias.
Segundo o representante do Corpo de Bombeiros, há previsão que as chuvas intensas continuem ao menos até a próxima sexta-feira (2). Por isso, a corporação acionou o chamado Sistema de Comando em Operações, também chamado de SCO, responsável por reunir as forças de segurança e deixar as equipes de prontidão.
"Mudamos o status, agora para o alerta máximo, considerando a quantidade de acionamentos e a previsão para os próximos dias. Temos uma chuva que começou na semana passada e tem se estendido por dias"
Coronel Alexandre Cerqueira - Comandante-geral do Corpo de Bombeiros
O comandante-geral comparou a chuva que atinge o Estado nos últimos dias com a tragédia causada pela chuva em 2020, em cidades como Iconha. Segundo Cerqueira, apesar do grande volume de chuva nas duas ocasiões, a diferença é o intervalo de tempo.
Comandante do Corpo de Bombeiros, Alexandre Cerqueira
Comandante do Corpo de Bombeiros, Alexandre Cerqueira Crédito: Alberto Borém
"Em 2020, a chuva afetou Iconha e outras cidades, com um acumulado absurdo de água em duas ou três horas, mas agora temos um grande acumulado, mas que notamos uma certa dispersão. Como se houvesse uma distribuição no território da cidade e no horário”, afirma.

As principais cidades atingidas pela chuva nas últimas 24h:

Aracruz: 216.18mm

Fundão: 196mm

Ibiraçu: 113.31mm

João Neiva: 104.34mm

Viana: 102.14mm

Conceição da Barra: 97.4mm

Anchieta: 89.8mm

Serra: 79.13mm

 Linhares: 73.4mm

Cariacica: 72.91mm

Fonte: Defesa Civil Estadual

Perguntado sobre uma possível comparação com as chuvas que atingiram o Estado de forma agressiva em 2013, Alexandre Cerqueira foi taxativo ao dizer que a ocorrência há 9 anos foi "fora da curva".
A ocorrência em maior destaque no Estado até esta terça-feira (29), segundo Cerqueira, é o trecho da BR 101 entre Aracruz em Linhares. O trânsito foi totalmente interditado para veículos e imagens do local mostram o asfalto cedendo.
Cidades mais afetadas e que podem continuar sofrendo com as chuvas, segundo Cerqueira:
  • Fundão
  • Aracruz
  • João Neiva
  • Viana
  • Linhares
Para o comandante da Cepdec-ES, coronel Áureo Buzato, o acionamento do SCO demonstra que o Estado está se preparando para o que pode acontecer nos próximos dias. Buzato explicou que o monitoramento é feito através de boletins e dados compartilhados entre corporações, inclusive pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), responsável por informar sobre a previsão do tempo.
"Estamos em uma fase de respostas para o período de chuva. O monitoramento emite boletins e acompanha a evolução das chuvas. O acionamento do SCO é uma antecipação. Estamos em um período relativamente tranquilo, mas sabemos que pode piorar. Por isso é importante que o Estado esteja preparado"
Coronel Áureo Buzato - Comandante da Cepdec-ES
A previsão de institutos de meteorologia é que a chuva permaneça no Espírito Santo nos próximos dias. Atualmente, há uma Zona de Convergência do Atlântico Sul em atuação no Estado, o que promove a manutenção da instabilidade.
Segundo boletim emitido pela Defesa Civil às 11h desta terça-feira (29), há 145 pessoas desalojadas no Estado, a maioria delas em Vila Pavão (72). Outros 62 estão desabrigados, a maioria em São Mateus (42).

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