Passado fevereiro, considerado um mês de “quebra” no período mais chuvoso do Espírito Santo, março deve voltar a apresentar forte instabilidade. O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) prevê a chegada de uma frente fria ao Estado na segunda quinzena deste mês e acumulados de chuva acima da média para a Região Serrana.
A coordenação de meteorologia do instituto fez um levantamento com base em diversos modelos de previsão climática e a maioria deles aponta para precipitação acima do normal para a área das montanhas. No restante do Estado, o cenário é para acumulados próximos à média climatológica.
O Incaper explica que o período de verão é o mais chuvoso no Espírito Santo. Enquanto dezembro e janeiro apresentam os maiores acumulados de chuva, fevereiro tem uma diminuição das precipitações.
Já março é marcado pela transição para o outono no Hemisfério Sul, sendo o último mês dessa época chuvosa. Nesse mês, os acumulados no Estado costumam chegar a 250 mm nas proximidades do Caparaó e partes mais elevadas da Região Serrana. Nas demais, a chuva fica entre 120 mm e 150 mm.
Fevereiro com chuva abaixo da média
Dados do Incaper mostram que o último mês de fevereiro teve chuva abaixo do esperado e algumas localidades, como Vitória, praticamente não registram precipitações expressivas.
Para os meteorologistas do instituto, isso ocorreu devido a um sistema de alta pressão que inibiu a formação de nuvens com potencial para gerar grandes acumulados de chuva e impediu a passagem de frentes frias.
Assim, fevereiro foi um mês ensolarado e quente, com temperaturas até 2°C acima da média histórica, principalmente em trechos do Sul do Estado e na Capital. Já no Norte, as temperaturas ficaram 1°C acima da média.
Verão no Espírito Santo
No verão, o Estado é frequentemente atingido pelas Zonas de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). O sistema meteorológico consiste em uma banda de nebulosidade semiestacionária que se estende desde o Sul da Amazônia, passando pela Região Centro-Oeste, até o Oceano Atlântico, acarretando em chuvas intensas.
A equipe de meteorologia do Incaper explica que nesse período ocorrem mudanças rápidas nas condições do tempo, causadas principalmente pela instabilidade termodinâmica (alta taxa de umidade associada ao aquecimento diurno), que favorece a formação de nuvens, ocasionando chuvas de forte intensidade.
Essas chuvas ocorrem, normalmente, à tarde e à noite, muitas vezes acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento.