"Estamos sempre olhando para os novos negócios e para inovação, sempre a partir da árvore plantada. Vejo aqui duas linhas de expansão e, claro, a unidade de Aracruz, diante de sua eficiência e competitividade, é pilar nas duas. A primeira é a transição da fibra longa (usada na produção de materiais que exigem bastante resistência, como o papelão ondulado e sacos de papel) para a fibra curta (são mais utilizadas para a produção de papéis para impressão e os papéis para higiene pessoal). A segunda linha passa pela substituição de material fóssil pela fibra, que é o chamado 'fossil to fiber'. O futuro está aí. Tudo isso passa por muitos estudos e inovação. Tem o bio-óleo, que é um sonho nosso, tem a produção da fibra para a indústria têxtil... Enfim, são várias as iniciativas que estão ganhando corpo e vão ganhar ainda mais velocidade daqui para frente", assinalou Walter Schalka, CEO que está se despedindo da Suzano. Em 1º de julho ele passa o bastão para João Alberto Abreu e vai para o Conselho de Administração da companhia.
"Seguirei, no Conselho, defendendo investimentos em Aracruz. É uma unidade do lado do porto, portanto, extremamente competitiva. Precisamos aumentar a nossa capacidade de floresta para dar conta, mas seguirei defendendo mais investimentos no Espírito Santo", disse Schalka na frente do seu substituto. Hoje, a Suzano tem mais de 300 mil hectares de área no Espírito Santo.
"A Suzano é uma companhia que investe 90% da sua geração de caixa. Vamos seguir fazendo isso. Isto posto, surge a pergunta: onde colocar os investimentos? Uma unidade competitiva, caso aqui de Aracruz, certamente sai na frente", assinalou Beto Abreu, que esteve, nesta quinta, pela primeira vez em Aracruz.