Pelas contas de Hulle, uma conexão ferroviária robusta pode levar a Vports, em cinco anos, a sair dos atuais 8 milhões de toneladas de cargas para 13 milhões de toneladas. "Um novo acesso rodoviário pode impulsionar isso aí para 15 milhões de toneladas movimentadas por ano. Estamos falando de praticamente dobrar. Hoje, o acesso ao porto é feito por uma ponte de pista simples, é um limitador enorme de crescimento. Se duplicarmos somente este acesso, nem estou colocando 101 e 262 na conta, os ganhos já serão enormes".
"A Vale é uma das sócias da VLI, isso, na minha visão, facilita a negociação para o uso da Ferrovia Vitória-Minas (o trecho da FCA que passa pelo Espírito Santo está inutilizado, portanto, é preciso usar a Vitória-Minas, da Vale, para movimentar cargas).
A VLI está fazendo investimentos aqui no Porto de Vitória e o desejo é de ampliar a vinda de cargas do agro para cá e a ida de fertilizantes de demais insumos para lá. Importante resolver isso o quanto antes", assinalou Ilson Hulle.