Em outubro do ano passado, foi sancionada a lei complementar federal que prorrogou, até 2032, a validade dos incentivos fiscais concedidos pelo governo capixaba à revelia do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Assim sendo, o Compete/ES (Programa de Desenvolvimento e Proteção à Economia do
Espírito Santo) e o Investe/ES (Programa de Incentivo ao Investimento do Espírito Santo) seguem intactos.
Os incentivos fiscais têm um peso enorme, por exemplo,
na presença do setor atacadista no Estado. Hoje, são 1,8 mil empresas que, juntas, faturam R$ 100 bi por ano e empregam cerca de 50 mil. A grande maioria delas, 70% pelas contas de estudiosos da área, não estariam aqui se não fossem Compete e Investe.
Empresários e executivos enxergam esses dez anos a mais de incentivos garantidos como a janela que o Estado precisa para dar um salto de infraestrutura e, consequentemente, depender menos dos benefícios para atrair e manter os investimentos por aqui. A duplicação da BR 101, uma solução para a 262 e ligações ferroviárias com Centro-Oeste e Rio de Janeiro são os gargalos fundamentais. As lideranças acreditam que aeroporto e portos de cargas gerais podem melhorar, mas são questões já muito bem encaminhados. Eles querem planejamento e trabalho das instituições, lideranças políticas e governos, desde já, para que não passemos aperto lá na frente.
Nesta quarta-feira (18), na sua recondução ao cargo de presidente do Sindiex (Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Espírito Santo), Sidemar de Lima Acosta deixou isso bem claro. "Não podemos deixar lá para frente. O momento de brigarmos por uma melhor infraestrutura é agora".