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Tragédia de Mariana

Casagrande sobre acordo com Samarco, Vale e BHP: "para o ES está ok"

Negociações que ser arrastam há anos parecem estar chegando ao fim. Acordo visa reparar os estragos causados pelo estouro da barragem de rejeitos da Samarco, em novembro de 2015

Publicado em 08 de Julho de 2024 às 12:32

Públicado em 

08 jul 2024 às 12:32
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, avalia as oportunidades para o Estado, no Pedra Azul Summit
Governador do Espírito Santo, Renato Casagrande Crédito: Carlos Alberto Silva
Finalmente está se aproximando do fim uma das mais longas e difíceis negociações de indenização já feitas no Brasil: o Acordo de Mariana. Vale, BHP e Samarco se propuseram, em 12 de junho, a pagar R$ 140 bilhões para reparar as várias tragédias (econômicas, sociais, ambientais e pessoais) provocadas pelo estouro da barragem de Fundão, da Samarco, em Mariana (MG), em novembro de 2015. Governo federal, Minas Gerais, Espírito Santo, cidades atingidas e Ministério Público estão na mesa de negociação. O voto de cada um é muito importante.
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, se diz satisfeito com o andamento das negociações nas últimas semanas e já antecipa que vai votar pelo fechamento do acordo. "Para nós está ok". O mandatário capixaba, que prefere não dar datas e valores, afirma que está caminhando. "As coisas estão avançando, vai dar uma parada agora por causa do recesso do Judiciário, mas está andando".
O governo capixaba vinha defendendo um ajuste no valor a ser pago pelas companhias - o que em parte foi atendido na última proposta e ainda pode melhorar - e que a quitação se desse em um prazo menor que os 20 anos apresentado pelas empresas. Casagrande não entrou no detalhe do prazo, mas, ao que parece, o nó foi desatado.
A proposta de R$ 140 bi engloba o seguinte: R$ 82 bilhões são de "dinheiro novo", R$ 37 bi foram gastos ao longo dos últimos anos e R$ 21 bi são de obrigações que ainda precisam ser cumpridas pelas empresas. O pacote foi apresentado há quase um mês, de lá para cá, muita coisa aconteceu nos bastidores. A expectativa é de que o martelo seja batido com um valor a mais de "dinheiro novo".

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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