O Espírito Santo também possui importantes reservas de gás natural no seu litoral. O gás natural é visto como um importante combustível de transição. Com ele também é possível fazer eletrólise e produzir o chamado hidrogênio azul.
Os europeus colocaram dinheiro no estudo porque necessitam de energia limpa e sabem que o Brasil tem tudo para ser uma fonte perene. A energia gerada a partir do vento, junto com a solar, é a chave para a obtenção do hidrogênio verde, aposta mundial para reduzir a emissão de gases tóxicos. A Europa tem o compromisso de reduzir em 55%, até 2030, as suas emissões de gases de efeito estufa. Os investimentos que serão realizados nos próximos anos para tirar a transição do papel em todo o planeta chegam aos trilhões de dólares.
Os empreendedores que já apresentaram os projetos no Espírito Santo e agora aguardam uma definição por parte do governo federal sobre o uso da lâmina d'água do mar para a instalação de pás eólicas são: Votu Winds, Geradora Eólica Brigadeiro II, Bluefloat Energy do Brasil e Shell. A julgar pelo apetite demonstrado em Sharm El Sheikh, a lista de investidores vai aumentar. Lembrando que, por já ser um Estado que há décadas produz petróleo e gás offshore, o Espírito Santo já possui uma consolidada cadeia especializada de suprimentos. Isso conta bastante.
O hidrogênio, na forma de amônia, pode ser transportado em navios para qualquer lugar do mundo.