E a ferrovia? As melhorias do Ramal Piraqueaçu (que liga a Estrada de Ferro Vitória-Minas) e na Ferrovia Centro Atlântica (que apanha cargas no Brasil Central e conecta-se na Vitória-Minas em Belo Horizonte) também são muito relevantes, mas o impacto maior não se daria na operação de contêineres, mas na de grãos, que visa ter o agro do Brasil Central como grande cliente. Quanto mais demorar para os investimentos ferroviários saírem do papel, mais tempo levará para o terminal de grãos decolar.
O movimento dos contêineres se dará, fundamentalmente, por rodovias e por cabotagem (em navios menores ao longo da costa brasileira). Com uma profundidade inicial de 17 metros, a intenção do Porto da Imetame é tornar-se um concentrador nacional e até continental de contêineres. Para efeito de comparação, Santos, o maior porto do Brasil, opera com profundidade de 15 metros no terminal de contêineres. Hoje, a carga de fora chega em Santos (ou Rio) para depois, em navios menores, vir para Vitória. A intenção é inverter esta lógica.
O Hanseatic Global Terminals Aracruz quer, em 2030, movimentar 1,2 milhão de contêineres por ano. Hoje, o Espírito Santo movimenta pouco mais de 300 mil, portanto, estamos falando em quintuplicar o negócio. O projeto da HGT (Hanseatic Global Terminals) é global. O conglomerado, que possui 22 terminais portuários espalhados pelo planeta, quer ter mais de 30 até 2030.