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Escala industrial

De olho na segurança hídrica, Vale inaugura grande reservatório de água em Tubarão

Nos últimos cinco anos, a empresa construiu oito reservatórios em Tubarão, chegando a uma capacidade de armazenamento de 180 milhões de litros de água de chuva, o equivalente a 90 piscinas olímpicas

Publicado em 10 de Abril de 2025 às 03:50

Públicado em 

10 abr 2025 às 03:50
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Reservatórios de água construídos pela Vale, em Tubarão
Reservatórios de água construídos pela Vale, em Tubarão Crédito: Divulgação/Vale
De olho nas cada vez mais frequentes ondas de estresse hídrico, a Vale está investindo em algumas frentes para ampliar a segurança hídrica das operações de Tubarão, em Vitória. As fortes chuvas do final de semana inauguraram os mais novos reservatórios da mineradora, que têm capacidade para armazenar 50 milhões de litros de água. Nos últimos cinco anos, a empresa construiu oito reservatórios em Tubarão, chegando a uma capacidade de armazenamento de 180 milhões de litros de água de chuva, o equivalente a 90 piscinas olímpicas. A ideia é, em um futuro próximo, usar água nova apenas para consumo humano.
Os investimentos estão dentro do Plano Diretor Ambiental que vem sendo tocado pela Vale, no Estado, com o objetivo de reduzir a emissão de poeira e ampliar a eficiência do uso da água. O pacote completo de aportes é de R$ 4,6 bilhões.
Em outra frente, nesta quarta-feira (09), a Vale assinou um memorando de entendimento com a espanhola GS Inima para ser abastecida com parte da produção da Estação de Produção de Água de Reúso (EPAR) que a multinacional fará na Serra. A empresa venceu, em janeiro do ano passado, um leilão feito pela Cesan e será responsável por um contrato de R$ 2 bilhões. A companhia irá tratar parte do esgoto da Serra e de Vitória, e o produto final deste tratamento, a chamada água de reuso, ideal para consumo industrial, será enviado para ArcelorMittal Tubarão e Vale. A siderúrgica receberá, em princípio, 200 litros por segundo, a mineradora ficará com 50 litros por segundo.
Em um cenário de cada vez mais severos períodos de escassez de chuvas - no ano passado o Estado teve de baixar um decreto para reduzir o consumo na agricultura e na indústria -, empresas e governo estão investindo para ganhar eficiência no uso do recurso e para reduzir a dependência da vazão natural dos rios. A Arcelor, por exemplo, inaugurou, em 2021, a maior planta de dessalinização do Brasil. A Cesan, por sua vez, quer, junto com a GS Inima, colocar de pé uma unidade de dessalinização, em Guarapari, para fornecimento de água à população. Além disso, dois grandes reservatórios de água, um entre Domingos Martins e Viana e outro em Aracruz, serão construídos pelo governo do Estado.  
Ter segurança hídrica é fundamental para a atração de investimentos. Grandes indústrias são intensivas no uso de água, mas não pode haver 'competição' com o consumo humano. O Espírito Santo, principalmente nos últimos dez anos, vem sofrendo com sérios episódios de seca. Em 2015, um racionamento chegou a ser decretado. Depois disso, foram alguns episódios de medidas severas que precisaram ser tomadas para que fosse evitado um racionamento. 

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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