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Despesas crescem acima das receitas, mas governo do ES fecha 2023 com superávit

Os dados da Secretaria de Estado da Fazenda são referentes ao consolidado de 2023. Mudanças no ICMS atrapalharam as receitas e a Segurança puxou as despesas

Publicado em 31 de Janeiro de 2024 às 17:43

Públicado em 

31 jan 2024 às 17:43
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

SEFAZ
Sede da Secretaria Estadual da Fazenda do ES Crédito: Carlos Alberto Silva
O Estado do Espírito Santo fechou 2023 com um superávit orçamentário (receitas totais menos despesas totais) de R$ 798 milhões. As receitas ficaram em R$ 26,011 bilhões, crescimento de 4,82% em relação a 2022, pouco acima da inflação (4,6%). As despesas somaram R$ 25,1 bilhões, no ano passado, 10% acima de 2022: R$ 22,8 bilhões. Com os gastos subindo acima do faturamento, o superávit encolheu 33,5%, de R$ 1,2 bilhão para R$ 798 milhões. Todos os dados são da Secretaria de Estado da Fazenda.
As despesas com pessoal, as maiores do governo, cresceram 8,59%: de R$ 10,1 bilhões para R$ 10,97 bilhões. Os gastos com o custeio da máquina subiram, em 2023, 19,4%, bem acima da inflação do período, saindo de R$ 6,7 bilhões para R$ 8 bilhões. Os investimentos, por sua vez, tiveram uma expansão mais tímida, de 4% (abaixo da inflação), de R$ 4,05 bilhões para R$ 4,21 bi. Bem verdade que a base de 2022 era alta. Em 2021, os investimentos com recursos do caixa estadual foram de R$ 2,28 bilhões, em 2020, de R$ 1,49 bi.
"O Estado vem de superávits em sequência há muitos anos, é natural que haja oscilações para cima e para baixo, tudo depende do contexto de cada ano. O fato é que seguimos em uma situação de muita segurança e equilíbrio fiscal. Só para termos uma ideia, a dívida bruta do Espírito Santo, para pagamento em 20 anos, é de R$ 7,5 bilhões, a nossa disponibilidade de caixa, atual, é de R$ 8,2 bilhões. Seguimos com uma das melhores conjunturas fiscais do Brasil", assinalou Benício Costa, secretário da Fazenda.  
O secretário elencou alguns pontos, pelo lado da despesa e também pelo da receita, que impactaram o consolidado do ano. "Em 2023, tivemos uma frustração de receitas da ordem de R$ 1,6 bilhão por causa daquela lei (de junho de 2022), aprovada pelo Congresso Nacional, que reduziu as alíquotas de ICMS em cima de combustíveis, setor elétrico e telecomunicações. Do lado das despesas, os gastos de custeio nas áreas de saúde (15%) e segurança pública (28%) subiram bastante, além disso, aí observando os gastos com pessoal, tivemos uma entrada grande de servidores na Polícia Militar. Ainda assim, pegando a Receita Corrente Líquida como referência, chegamos a 38,29% dela, bem abaixo do limite prudencial (46,55%) estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal".
Benício Costa fez questão de sublinhar os investimentos. "O governo elevou em 4% (para R$ 4,21 bi) os investimentos com recursos próprios em relação ao que foi feito em 2022, que era uma base bastante alta, a maior da história. Ao contrário de outros estados, estamos investindo sem endividamento, sem comprometer as gerações futuras, com muita segurança. Aliás, é algo muito estratégico, afinal, com a reforma tributária, se darão melhor os estados com mais infraestrutura, segurança fiscal e segurança institucional". 

Correção

01/02/2024 - 11:12
O gasto com custeio da máquina pública foi publicado originalmente com erro. O dado já está corrigido. Peço desculpas aos leitores.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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