De acordo com a concessionária, a margem de distribuição (parte do valor da tarifa de gás que vai para a distribuidora), nesses casos específicos formatados para grandes consumidores industriais, ficaria em R$ 0,23 centavos, 25% abaixo da margem média atual. Hoje, a ES Gás atende 60 clientes industriais, a companhia estima que mais de 85% deles terão redução na tarifa com a nova estrutura. A ideia é tornar o gás natural distribuído no Estado mais competitivo, principalmente na comparação com o carvão e o diesel, que são muito mais poluentes.
Em 15 de julho, em entrevista para a coluna, o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo, Paulo Baraona, reclamou do preço do gás no Estado. "O gás natural é um combustível de transição dentro do processo de descarbonização. É chamado assim porque, embora seja de origem fóssil, polui menos do que carvão e petróleo. A questão é que as empresas brasileiras já pagam mais caro do que a maioria de seus concorrentes e o gás também é mais caro que os demais combustíveis fósseis. A conta não está ficando de pé. Há um esforço pela descarbonização, mas tem de haver viabilidade econômica, sob pena de termos um retrocesso. Não é o desejo, muito pelo contrário, queremos limpar a matriz, mas o gás precisa ser viável. Um aumento deste tamanho em cima de um combustível que já não é barato ameaça o trabalho de descarbonização da indústria do Espírito Santo".
Nesta sexta-feira pela manhã, Arsp, ES Gás e Federação das Indústrias terão um encontro. Uma nova tarifa de gás natural passará a vigorar em todo o Espírito Santo a partir de 1º de agosto.