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Energia

Estudo aponta alto potencial do ES para ser hub de transição energética

Constatação é da Plataforma Interativa de Descarbonização, desenvolvido pelo Instituto E+ Transição Energética em parceria com o Net Zero Industrial Policy Lab, da Universidade Johns Hopkins

Publicado em 13 de Setembro de 2025 às 03:00

Públicado em 

13 set 2025 às 03:00
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Usina de energia solar com paineis fotovoltaicos
A energia elétrica gerada por painéis fotovoltaicos Crédito: VP Solar/Divulgação
O Espírito Santo tem potencial para se tornar um dos principais hubs de produção industrial de baixo carbono do Brasil. Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo também se destacam. A constatação é da Plataforma Interativa de Descarbonização (PID), desenvolvido pelo Instituto E+ Transição Energética em parceria com o Net Zero Industrial Policy Lab, da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos. Para chegar à conclusão, a plataforma observa dados estratégicos sobre infraestrutura, recursos energéticos, emissões e indústrias para apoiar o desenvolvimento de projetos industriais de baixo carbono.   
“A PID mostra que o Espírito Santo dispõe de uma logística privilegiada para integrar cadeias produtivas de baixo carbono. As conexões com outras regiões do país facilitam a movimentação de insumos e produtos para o mercado interno e para a exportação”, destaca Marina Almeida, especialista do Instituto E+ Transição Energética e uma das responsáveis pela plataforma. 
O grande parque industrial de mineração e siderurgia do Estado, intensivo no uso de energia, atrai a atenção de investidores em transição energética - hidrogênio de baixas emissões e biomassa. O complexo portuário, por sua vez, favorece a exportação de insumos verdes. "O objetivo da PID é estimular o powershoring (realocação de indústrias intensivas em energia para países que possuem fontes de energia renovável e de baixo custo) no Brasil, um movimento estratégico não só para a descarbonização da indústria brasileira, mas também para a transição energética global", explica Rosana Santos, diretora executiva do Instituto E+.
A plataforma disponibiliza as informações em mapas dos estados brasileiros. A ideia é que essas funcionalidades auxiliem investidores, industriais, governantes e acadêmicos no planejamento e análise de investimentos públicos e privados de descarbonização de atividades produtivas ou instalação de novas indústrias de baixo carbono.  
“Entidades governamentais podem usar a PID como ponto de partida para uma agenda de regionalização da neoindustrialização, orientando onde priorizar incentivos e investimentos com base em dados concretos sobre energia limpa, infraestrutura e cadeias produtivas. Pesquisadores, por sua vez, podem acessar a plataforma, que é aberta, para iniciar estudos que ofereçam subsídios técnicos a gestores públicos”, explica Renato H. de Gaspi, pesquisador associado sênior do Net Zero Industrial Policy Lab.
A plataforma foi desenvolvida com base em informações do IDE SISEMA (MG), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mapbiomas e Agência Internacional de Energia e será constantemente atualizada com novos dados.  
Vários investidores avaliam fazer aportes no Espírito Santo observando a transição energética. Há projetos de energia solar, hidrogênio verde, eólica offshore e também de captura, transporte e armazenamento de carbono (CCS). A localização geográfica e a infraestrutura logística são dois dos ativos capixabas mais bem avaliados.   

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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