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Ferrovia fechada (de novo) e prejuízo milionário no Espírito Santo

Desde o dia 22 de outubro, indígenas da aldeia Córrego D'Ouro interditam o ramal Piraqueaçu da Estrada de Ferro Vitória-Minas, que liga a ferrovia à região portuária de Aracruz

Publicado em 01 de Novembro de 2025 às 03:00

Públicado em 

01 nov 2025 às 03:00
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Ramal Piraqueaçu, da Estrada de Ferro Vitória-Minas, está fechado desde o dia 22 de outubro
Ramal Piraqueaçu, da Estrada de Ferro Vitória-Minas, está fechado desde o dia 22 de outubro Crédito: A Gazeta
Desde o dia 22 de outubro, indígenas da aldeia Córrego D'Ouro interditam o ramal Piraqueaçu da Estrada de Ferro Vitória-Minas, que liga a ferrovia, a única operacional do Espírito Santo, à região portuária de Aracruz. Eles querem ser indenizados pela Samarco por causa do rompimento das barragens de Mariana, em novembro de 2015. Trata-se de mais uma no longo histórico de interdições do trecho, causando um enorme prejuízo imediato e que pode ter impactos sérios no futuro. A estrutura, em outras situações, chegou a ficar fechada por três meses.
Passam por ali muitas cargas, mas a principal é a celulose vinda da Cenibra e da LD Celulose. As duas fábricas ficam em Minas Gerais - a Cenibra em Belo Oriente e a LD no Triângulo Mineiro - e escoam toda a produção por Portocel, em Barra do Riacho. Sem os trens, o trecho final do transporte precisa ser feito por caminhões, o que amplia o custo logístico em 30%. Mesmo gastando mais, é impossível recompor a eficiência da entrega, impactando o cliente final. Ou seja, o prejuízo, financeiro e de imagem, é generalizado.
Só para termos uma ideia do tamanho do problema, a VLI (concessionária que opera pelo ramal) investiu R$ 400 milhões para movimentar a carga da LD Celulose. São 500 mil toneladas por ano. Portocel, por sua vez, aportou outros R$ 38 milhões. O contrato começou em 2022 e vale por 30 anos.
"A carga precisa descer em Colatina, ir para carretas e andar 40 quilômetros até Aracruz. Até agora, o prejuízo é de R$ 115 milhões, mas o pior é, diante da recorrência dos acontecimentos, imaginar o potencial de crescimento que está sob risco. É incalculável. Estamos diante de um grave problema de imprevisibilidade, insegurança jurídica e, claro, perda de competitividade. O parque logístico precisa ser tratado como um projeto do Espírito Santo, não pode ficar sob tamanha ameaça", assinalou André Giori, diretor da Amear (Movimento Empresarial de Aracruz).
Trata-se de uma desafio a ser enfrentado. Sem entrar no mérito do motivo das manifestações, o fato é que o Espírito Santo aposta alto no hub logístico de Aracruz para catapultar a economia capixaba no logo prazo. É lá que fica o já famoso Parklog, que engloba Portocel, Porto da Imetame e Vports. Essas interdições em sequência precisam entrar no mapa de risco para que uma saída seja encontrada, afinal, se não der para chegar nos portos, de nada adiantarão os investimentos... 

Correção

03/11/2025 - 7:21
O texto original utilizou a palavra índio, mas o correto é indígena. A nota foi atualizada.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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