Indígenas, representantes da Vale, do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública da União, da Casa Civil e da Secretaria Estadual de Direitos Humanos se encontraram, na manhã desta quarta-feira (12), em um hotel de Aracruz, para um diálogo sobre as reivindicações que estão sendo feitas pelos povos Tupiniquim e Guarani em relação às indenizações a serem pagas pela Samarco por causa do desastre de Mariana, em novembro de 2015. Os indígenas, apesar do acordo celebrado há um ano,
não estão satisfeitos e, desde 22 de outubro, fecham o ramal Piraqueaçu da Estrada de Ferro Vitória-Minas (uma concessão da Vale), que faz a conexão com Portocel.
O prejuízo para as empresas que precisam movimentar suas cargas pela via para acessar o terminal já passa dos R$ 100 milhões.
No dia 3 de novembro, os advogados da Vale, em juízo, prometeram "viabilizar o diálogo nesse período, comprometendo-se a informar a este Juízo, em até 15 dias, sobre o êxito ou não das negociações para desocupação voluntária da linha férrea".