Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Impactos

Guerra do Irã: segundo maior produtor de petróleo do Brasil, ES refaz contas

O barril de petróleo que, desde o começo de 2025, vinha variando entre US$ 60 e US$ 75 dólares, chegou a bater em US$ 116 e, agora, está rondando os US$ 100

Publicado em 13 de Março de 2026 às 03:00

Públicado em 

13 mar 2026 às 03:00
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Anna Nery
Navio-plataforma Anna Nery, da Petrobras, na Bacia de Campos Crédito: Carlos Alberto Silva
A Guerra do Irã, iniciada em 28 de fevereiro, após ataques liderados por Estados Unidos e Israel, fez os preços do petróleo dispararem (a região do Golfo Pérsico, epicentro do conflito, além de grande produtora de óleo e gás, possui uma enorme infraestrutura logística de distribuição). O barril de petróleo brent (referência mundial) que, desde o começo de 2025, vinha variando entre US$ 60 e US$ 75 dólares, chegou a bater em US$ 116 e, agora, está rondando os US$ 100. Se, por um lado, pressiona o preço dos combustíveis e a inflação como um todo, por outro, aumenta substancialmente os royalties pagos pela extração de petróleo e gás natural
O Brasil está entre os dez maiores produtores de óleo do mundo, chegando a 5 milhões de barris por dia. O Espírito Santo responde por algo perto de 5% dessa produção, portanto, o que está acontecendo no Oriente Médio tem impactos diretos por aqui. Pelas contas da Secretaria de Estado da Fazenda, se o barril subir para US$ 85, o aumento de arrecadação do Espírito Santo (os municípios não entram nessa conta) fica em R$ 40 milhões por mês (o orçamento estadual foi feito prevendo um petróleo a U$ 65). Estamos em um momento de enorme volatilidade, não dá para prever nada, mas se isso se mantiver até o final do ano, o impacto seria de mais de R$ 400 milhões.
Caso o petróleo se mantenha na casa dos US$ 100, como fechou nesta quinta-feira (12), especialistas acreditam que a arrecadação mensal do Estado pode avançar em algo perto de R$ 70 milhões por mês ou R$ 700 milhões em 2025. Não é pouca coisa, no ano passado, as receitas do governo estadual com royalties e participações especiais ficaram em R$ 1,406 bilhão.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

conhecida como “Pretinha” foi atingido após se aproximar de uma residência
Suspeito de matar cadela a tiros é preso em Pancas
Neymar
Árbitro erra ao não marcar falta de Neymar em gol sobre o Fluminense
Imagem de destaque
Não é normal: 6 sinais de endometriose que costumam ser ignorados

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados