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Capital

Na contramão do mercado, Sicoob avança no agro do ES

No Brasil, de acordo com o Banco Central, foram liberados R$ 100,2 bilhões de crédito rural entre julho e setembro, queda de 22% em relação ao mesmo período do ano passado

Publicado em 07 de Outubro de 2025 às 16:56

Públicado em 

07 out 2025 às 16:56
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Em Jaguaré, plantio do café conilon despontou potencial turístico
Plantação de café conilon em Jaguaré, Norte do Espírito Santo Crédito: Arquivo/A Gazeta
Mesmo com a desaceleração observada em todo o país na liberação dos recursos do Plano Safra 2025/2026, o Sicoob manteve o pé no acelerador e cresceu 8% em relação aos primeiros três meses da safra 2024/2025, totalizando R$ 886,7 milhões em financiamentos e 3.293 operações contratadas. No Brasil, de acordo com o Banco Central, foram liberados R$ 100,2 bilhões de crédito rural entre julho e setembro, queda de 22% em relação ao mesmo período do ano passado. No Espírito Santo, a queda foi de 13%, de R$ 3 bi para R$ 2,63 bilhões.
"Em período de baixa ou de alta nas atividades agropecuárias, o Sicoob se mantém como parceiro. Nosso surgimento está diretamente ligado à necessidade dos produtores rurais terem acesso ao crédito. Os produtos consideram as particularidades de cada região e o planejamento de longo prazo", explicou o presidente do Sicoob Central ES, Bento Venturim.
Até o final da safra, em junho de 2026, o Sicoob planeja financiar R$ 60 bilhões em todo o Brasil, sendo R$ 4 bi no Espírito Santo. "O momento é propício para que os produtores avaliem investimentos que fortalecem a gestão rural e garantem maior estabilidade mesmo em períodos de variação do mercado", argumentou o gerente de Crédito e Agronegócio do Sicoob Central ES, Eduardo Ton.
O agronegócio do Espírito Santo vive um momento interessante. O grande tomador de crédito no Estado é o produtor de café. Nos últimos anos, as lavouras cresceram forte por causa dos preços elevados e da explosão das exportações, principalmente do conilon. Tudo causado pelas quebras de safra na Ásia. Esse movimento trouxe junto o (ou foi empurrado pelo) crédito ao agro, que cresceu muito forte nos últimos anos. O momento atual é de preços mais baixos da saca de café (mas ainda muito atrativos), de queda nas exportações (mas em patamares muito acima do começo da década) e de produtores capitalizados, que estão investindo na lavoura e em maquinário. Estes são os motivos de a queda no financiamento estar sendo menor aqui do que no restante do país.   

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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