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Infraestrutura

Nova área para contêineres do Porto de Vitória está pronta, mas não pode operar...

Executivo da Log-In, empresa responsável pelo único terminal de contêineres do Espírito Santo, disse que operação está no limite e que, sem ampliação, pode colapsar

Publicado em 20 de Março de 2026 às 03:00

Públicado em 

20 mar 2026 às 03:00
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Carros chineses
Milhares de carros chineses no pátio do Terminal Portuário de Vila Velha Crédito: Carlos Alberto Silva
A área de 65 mil metros quadrados, com capacidade de ampliar em até 40% a capacidade de estocagem de contêineres do Porto de Vitória, está pronta para funcionar, mas ainda não pode. A estrutura só está dependendo da liberação da Receita Federal, que ainda não saiu, muito embora o pedido, de acordo com a empresa, tenha sido protocolado há 160 dias. O espaço foi negociado pela Vports, concessionária responsável pelo Complexo Portuária de Vitória, com a Log-In Logística, companhia que toma conta do Terminal Portuário de Vila Velha (TVV), o único a movimentar contêineres no Espírito Santo, e a medida é tida como fundamental para melhorar o movimento de cargas (importadas e exportadas) pelo Espírito Santo. O TVV, que hoje tem 103 mil m², irá para quase 170 mil m². O investimento na nova estrutura foi de R$ 35 milhões.
"Está tudo pronto, mas falta a liberação por parte da Receita Federal. Sabemos que há problema de estrutura, mas já se passaram 160 dias e seguimos sem resposta. O impacto é enorme na economia do Espírito Santo", disse Gustavo Paixão, diretor-geral de Terminais na Log-In. "Estou indo para a China negociar a vinda de cargas para o Brasil passando pelo Espírito Santo, só que chegarei lá sem uma garantia sobre a nossa expansão, isso é muito ruim para o Estado, abre a possibilidade de que cargas que viriam para cá acabem indo para outros terminais portuários por falta de espaço para recepcioná-las por Vitória. Hoje, estamos com 97% de ocupação, já chegamos a bater em 121%. Há um sério risco de colapsar", advertiu.
O executivo disse que a situação piorou ainda mais recentemente, com fim do contrato de um outro terminal, o de Peiú, com a Vports. "Eram 40 mil metros quadrados, além de um berço de atracação, que a gente vinha usando para dar fôlego para a operação, mas o contrato acabou. A indisponibilidade dessas áreas já está resultando em filas de navios para atracação".
Com a entrada da safra do conilon, agora em abril, Gustavo Paixão disse temer o mesmo apagão vivido em 2024, quando as exportações e importações dispararam e o TVV se encontrava com a capacidade reduzida por causa das obras de modernização que estavam em curso. "A expectativa é de uma alta nas exportações de café conilon e nós estamos nessa situação limítrofe. Podemos voltar a viver aquilo que vimos em 2024".
O projeto de ampliação, que contemplou melhorias de infraestrutura e modernização tecnológica, foi concluído integralmente e já obteve anuência de órgãos como a Prefeitura de Vila Velha, Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), Corpo de Bombeiros e Iema (Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos). Resta, contudo, a etapa de alfandegamento (autorização para a movimentação de cargas e/ou pessoas vindas ou indo para o exterior), em análise pela Receita Federal.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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