Mais de US$ 60 bilhões irão para exploração e produção de óleo e gás, fundamentalmente no pré-sal. São esses aportes que permitirão uma operação de longo prazo. Entre os projetos citados como grandes geradores de valor, aparece, entre os ativos capixabas, apenas o Parque das Baleias, ainda assim referindo-se à integração de poços feita em 2025. Para 2026 e 2027, nada por aqui é citado. O campo de Búzios, na Bacia de Santos (no mar do Rio de Janeiro), é a maior aposta. O investimento, somente em exploração, será de US$ 7,1 bilhões. Serão 40 novos poços entre 2026 e 2030, nenhum deles no Espírito Santo.
De meados da década passada para cá, a produção de óleo vem caindo forte no Espírito Santo. Em 2014, a extração média de óleo ficou em 367 mil barris por dia. Em 2024, foi de 154,9 mil barris/dia, encolhimento de 57,8% em dez anos. Em 2025, com a entrada de Maria Quitéria, nova plataforma da Petrobras, houve um avanço, mas as estimativas é de que, a partir de 2027, a produção torne a cair. Uma das maiores diferenças notadas entre a década passada e a atual é justamente a queda dos investimentos em exploração no Estado.