"Fechamos o primeiro semestre com as exportações crescendo 8% e, agora em agosto, tivemos um crescimento próximo dos 10%. Números de fato muito bons, mas poderíamos ir muito mais além se não fossem as limitações da infraestrutura logística. No final de agosto, tínhamos 1,9 mil contêineres já liberados para exportação na fila para entrarem nos navios. Pelos mais diversos motivos, todos estes blocos e chapas, que já deveriam estar indo para os seus destinos finais, ainda estavam em Vitória. Isso nunca existiu", reclamou o empresário.
Machado reconhece alguns avanços nos últimos dois meses
, principalmente depois da carta aberta divulgada por Centrorochas e Centro do Comércio de Café de Vitória reclamando duramente da situação, mas afirma que ainda muito precisa avançar. "Hoje, em relação ao que tínhamos no final de agosto, temos 40% de contêineres ainda na fila. As conversas com a Vports (concessionária responsável pelo complexo portuário de Vitória) melhoraram muito nas últimas semanas e, além disso, houve redução da quantidade de carros importados e os três portêineres (grandes guindastes movimentadores de contêineres) do TVV (Terminal Portuário de Vila Velha) voltaram a operar juntos, o que não acontecia desde o começo do ano (passaram por uma modernização). Isso tudo para dizer que as coisas avançaram, mas ainda está longe de estar bom, não está resolvida a questão da infraestrutura de escoamento, pelo contrário, estamos tendo que mandar blocos e chapas para o Rio de Janeiro".
A indústria de rochas ornamentais do Espírito Santo deve exportar, em 2024, algo perto de US$ 1 bi (R$ 5,4 bilhões na cotação desta terça-feira).
*A coluna viajou para a Itália a convite de Centrorochas, Nebrax e Marmomac.