O foco são as empresas do chamado middle market (com faturamento entre R$ 4,8 milhões e R$ 300 milhões). O cheque mínimo será de R$ 20 milhões e o máximo de R$ 50 milhões. As companhias terão quatro anos de carência e dez anos ao todo para quitar o débito com o Bandes. A taxa será igual à Selic. Dependendo do local onde a empresa for se instalar, haverá um desconto de até 10% nos juros. "Um dos objetivos centrais é o desenvolvimento regional. Vamos observar o IDRS (Índice de Regional Sustentável), indicador feito pelo Instituto Jones do Santos Neves, e o IPM (Índice de Participação dos Municípios, usado para a divisão do ICMS) para definir se haverá ou não desconto. Quanto menor o IDRS e o IPM do local escolhido, maior será o desconto", explicou o vice-governador e secretário de Estado de Desenvolvimento, Ricardo Ferraço.
Como não serão muitos os selecionados, já que o fundo é de R$ 250 milhões e os cheques ficarão entre R$ 20 milhões e R$ 50 milhões, também foram feitos alguns ajustes nos critérios para a seleção dos projetos. Quem incorporar a agenda ESG (Enviromental, Social and Governance - em português, Ambiental, Social e Governança) vai sair na frente. "O critério que terá maior peso na hora da escolha, 40%, será o que reúne os valores do ESG. Os projetos comprometidos com o meio ambiente, com as questões sociais, com a diversidade e com as melhores práticas corporativas estarão em vantagem. Queremos bons ativos aqui no Estado, um capitalismo mais consciente, não é mais do mesmo", explicou Ferraço.
Os outros critérios de avaliação passarão pelos seguintes pontos: geração de emprego, desenvolvimento regional, agregação de valor ao produto final, prazo de execução, inovação e andamento do licenciamento ambiental (quanto mais adiantado, melhor).
As debêntures emitidas não serão conversíveis em ações das empresas emissoras, ou seja, o Bandes quer o retorno do investimento e não vai virar sócio de eventuais devedores.
Por fim, diferente do primeiro aporte feito pelo Fundo Soberano - R$ 250 milhões para startups e projetos disruptivos -, quando uma gestora, a TM3, foi selecionada para tocar o projeto, o novo fundo será operado 100% pelo Bandes.