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Economia

Reforma Tributária: ES deve se dar bem na divisão do novo imposto

De acordo com a lei aprovada pelo Congresso Nacional, os coeficientes de participação no Imposto sobre Bens e Serviços serão definidos pela média de arrecadação entre 2019 a 2026

Publicado em 23 de Setembro de 2025 às 03:00

Públicado em 

23 set 2025 às 03:00
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

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Crédito: Carlos Alberto
Uma simulação preliminar de como ficará a divisão do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), tributo criado pela Reforma Tributária e que será repartido entre estados e municípios, mostra que o Espírito Santo deve ganhar espaço na partilha. O cálculo foi feito pela Aequus Consultoria, uma das maiores especialistas em contas públicas do Brasil. A reforma prevê um longo processo de transição de modelos, de 50 anos ao todo, sendo que boa parte da participação do bolo do novo imposto terá como referência a arrecadação média de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) e ISS (Imposto sobre Serviços) entre 2019 e 2026.
"O índice de participação conjunto do Estado do Espírito Santo e de seus municípios no IBS deve ficar 12,7% acima do registrado em 2017-2018. A razão é o forte crescimento da arrecadação de ICMS e ISS no Estado, de 31,6%, quase o dobro da média nacional (+16,8%)", explicou Alberto Borges, sócio da Aequus.
De acordo com a Reforma Tributária, os coeficientes de participação no IBS serão definidos pela média de arrecadação do período de 2019 a 2026. Para os estados será considerada a receita líquida de ICMS, já deduzida a cota municipal. Para os municípios, serão computados tanto o ISS quanto a participação no ICMS. Esses índices permanecerão como principal critério de repartição até pelo menos 2053, quando ainda metade da receita do IBS retido continuará vinculada à participação histórica de 2019-2026.
"Os dados de 2025 confirmam a tendência, pois mesmo com um ritmo menor no ICMS, a desvantagem no ano é pequena para causar grandes efeitos, já que boa parte do período de apuração já se passou. No primeiro semestre, o ICMS estadual avançou 6,8%, a média do Brasil ficou em 8,9%, e o ISS municipal cresceu 11,6%, enquanto que no resto do país ficou 10,4%. Embora preliminar, o estudo já oferece pistas importantes para o planejamento das contas públicas capixabas e para a defesa de interesses no debate federativo. O quadro definitivo só será conhecido após 2026, quando se completa a base de cálculo dos coeficientes do IBS", assinalou Borges.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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