Se conseguirmos eliminar 30% ou 40% da complexidade, o ganho no custo Brasil já será muito relevante. A complexidade está muito atrelada a custo. Vamos raciocinar juntos. Nós temos 5.550 municípios, cada um com as suas normas de ISS (Imposto Sobre Serviços), que é de competência municipal. Digamos que cada cidade edite dez normas por ano. Serão 55 mil novas normas. Nós temos 27 estados e, seguramente, eles editam mais de dez normas por ano. Na União, só para ficarmos nesse exemplo, existe uma instrução normativa da Receita Federal que consolida toda a legislação do PIS-Cofins. Estamos falando de uma instrução normativa com 800 artigos. Então, imagine a estrutura que uma empresa que tem operações em vários estados precisa ter para dar conta disso tudo. Para acompanhar a alteração tributária de cada um desses locais, além, é claro, das regras federais. É um custo enorme que, ao que tudo indica, será reduzido com a Reforma Tributária plenamente em vigor. Só de eliminarmos as normas de mais de 5 mil municípios, dos estados e da União, afinal, as regras serão nacionais, já será um enorme avanço. O Brasil todo vai passar a falar a mesma língua. Eu digo que, muito embora o IVA seja dual, o IBS e o CBS são irmãos siameses, univitelinos e interligados. É tudo igual, só muda o nome e o código de recolhimento no Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais).