E o que fazer? Na visão do Sindiex, a solução mais rápida passa por dar mais previsibilidade aos atores do comércio internacional capixaba. "O setor precisa saber, com alguma antecedência, o que virá pela frente, precisa de previsibilidade. Veja o que aconteceu no primeiro semestre: enquanto a importação de carros elétricos e a exportação de café conilon cresceram muito, a capacidade de operação do TVV (Terminal Portuário de Vila Velha) estava reduzida porque os portêineres (grandes estruturas para a movimentação de contêineres) estão sendo modernizados. O porto precisa criar uma governança e o Comitê do Comércio Exterior (Comex) é o espaço ideal para isso. A Vports, que é a autoridade portuária, precisa liderar isso", assinalou o dirigente.
Dois fatores devem ajudar a afrouxar o nó até o final do ano: os três portêineres estarão em pleno funcionamento até setembro e a importação de carros não deve manter o mesmo ritmo do primeiro semestre.