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Economia

Tarifaço de Trump: o detalhe que pode beneficiar o café do ES

Sob o argumento de que precisa defender a economia dos Estados Unidos, na última quarta-feira (02), o presidente Donald Trump anunciou a imposição de tarifas em cima de produtos de 185 países

Publicado em 04 de Abril de 2025 às 03:50

Públicado em 

04 abr 2025 às 03:50
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Sacas de café brasileiro prontas para serem exportadas pelo Espírito Santo
Sacas de café brasileiro prontas para serem exportadas pelo Espírito Santo Crédito: Abdo Filho
Sob o argumento de que precisa defender a economia dos Estados Unidos, na última quarta-feira (02), o presidente Donald Trump anunciou a imposição de tarifas em cima de produtos de 185 países importados pelos norte-americanos. As alíquotas variam entre 10% e 50%. Uma diferença tão grande, ainda mais em se tratando da maior economia do planeta, mexe com toda a cadeia global de comércio (o pandemônio vivido pelo mercado financeiro mundial, nesta quinta, é prova disso). Produtos e países que competiam em igualdade de competição podem se ver em situação completamente diferente a partir deste sábado (05), quando, de acordo com a Casa Branca, as novas taxas passam a valer.
Em um cenário disruptivo, sempre surgem oportunidades. É o caso, por exemplo, do café, destacadamente o conilon. O Vietnã, maior produtor mundial da espécie, está entre os países mais penalizados com o tarifaço de Trump, com uma alíquota básica de 46% (o governo dos EUA argumenta que a tarifa dos vietnamitas em cima dos produtos norte-americanos é de 90%). Enquanto isso, os produtos brasileiros serão tarifados em 10%. O Brasil é o segundo maior produtor mundial de conilon e cerca de 70% sai das lavouras do Espírito Santo.  
Empresários e executivos do setor destacam que o cenário ainda é nebuloso, mas afirmam que a sensação inicial é de uma situação favorável para o café brasileiro. "Está todo mundo fazendo conta e procurando entender o que vai acontecer, ainda está longe de estar claro, mas a fotografia de momento é de um cenário que nos beneficia. Ainda tem muita água para passar por baixo da ponte, a indústria americana de café solúvel está pressionando muito o governo, mostrando que pode haver alta forte dos preços, afinal, os Estados Unidos, apesar de serem os maiores consumidores, não produzem café. Também temos que ver quais serão as exceções que o Trump já disse que serão estabelecidas e ainda podem acontecer negociações bilaterais. Vamos aguardar, mas o cenário atual é favorável", analisou um executivo que preferiu falar em reserva.
As exportações de café pelos portos do Espírito Santo, em todo o ano de 2024, chegaram a 8.360.636 sacas de 60 quilos (84% de conilon). Um recorde histórico. A receita total das exportações ficou em US$ 1,809 bilhão, um crescimento de 119% em relação ao ano de 2023. Os Estados Unidos compraram 10% de tudo o que saiu pelos portos capixabas. O Brasil é o maior fornecedor de café verde para os norte-americanos. Os dados são do Centro do Comércio de Café de Vitória.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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