A indústria siderúrgica é outra que contrata muito os fornecedores do Estado e que sofrerá bastante com a tarifa de 50%. Aliás, há tempos que os fabricantes de aço penam com as idas e vindas do atual mandatário norte-americano. Em um contexto para lá de incerto, investimentos como o que a ArcelorMittal pretende fazer em Tubarão - um Laminador de Tiras e Frio e uma linha de galvanizados, algo perto de R$ 4 bilhões -, muito aguardados por toda a cadeia fornecedora, acabam em xeque.
"Tudo isso é muito preocupante para o nosso segmento. Toda a nossa exportação de aço, celulose e granito vai ser afetada. É preciso muita cautela. É negociando que vai se resolver esse assunto, com muita diplomacia, dados consistentes da balança comercial entre as duas nações, que são parceiros comerciais há 200 anos. O Sindifer estará sempre ao lado dos empresários, apoiando, porque nós sabemos que as dificuldades serão enormes. Internamente não temos mercado para consumir tudo que é produzido aqui”, disse o empresário Luiz Alberto Souza Carvalho, eleito presidente da entidade no dia 18 e que assume no dia 20 de agosto.
Tudo mantido como está, Carvalho, que fica na cadeira até 2028, terá um mandato, no mínimo, desafiador. "São muitos os desafios para os próximos anos, porque com essa taxação dos EUA devemos ter uma política econômica complicada".