Do lado da infraestrutura, são investimentos bilionários em negociação que, saindo do papel, darão o fôlego necessário para o Estado consolidar-se como plataforma logística do Brasil. O Tribunal de Contas da União deve receber, nas próximas semanas, os projetos de concessão das duas ferrovias que interessam ao Espírito Santo: EF 118 e FCA. O projeto executivo da BR 262 será concluído até dezembro e as obras devem ser contratadas em janeiro.
No caso da FCA, o Estado tenta incluir entre as obras obrigatórias da nova concessão o contorno de Belo Horizonte, onde a ferrovia conecta-se com a Vitória-Minas para chegar aos portos capixabas. O objetivo é aumentar a eficiência do corredor Centro-Leste, entre o Brasil Central e o litoral capixaba. Sobre a 262, o desafio é dinheiro. As obras entre Viana e Venda Nova devem ficar em R$ 7,5 bilhões, apenas R$ 2,3 bi (aportados pelo governo do Estado via acordo de Mariana) estão garantidos. É o suficiente para iniciar, mas há um espaço de mais de R$ 5 bilhões que precisa ser preenchido. As bilionárias emendas parlamentares devem ser a principal alternativa.
Por fim, a expectativa de acordo entre Estados Unidos e Brasil sobre as tarifas em cima das exportações brasileiras. Entre os produtos considerados prioritários pelo governo brasileiro estão café e aço, fundamentais para o PIB capixaba.
Serão, sem dúvida, semanas fundamentais para o futuro do Espírito Santo. O final de ano promete!