A Vports, concessionária responsável pela administração do complexo portuário de Vitória, vai procurar, nos próximos dias, representantes dos setores de café e rochas ornamentais do Espírito Santo. A ideia é colocar todas as boas ideias possíveis na mesa, vindas dos dois lados do balcão, para que o gargalo logístico apontado pelos empresários seja solucionado ou, pelo menos, amenizado. Entre as possibilidades que serão trazidas pela autoridade portuária está o arrendamento de áreas específicas dentro do porto para a operação focada em café e rochas.
Ainda não está claro para os executivos da Vports se a abertura de espaços específicos para os setores dentro da área primária do complexo resolve o problema, mas a proposta será levada aos dirigentes do Centro do Comércio de Café de Vitória e Centrorochas. A falta de contêineres no mundo, por exemplo, é grave, portanto, não haverá saída fácil. Entretanto, operadores portuários, que conhecem muito bem as cadeias do café e da rocha, já estão de olho nas possibilidades abertas pela crise (a proposta de exportar café sem usar contêiner vem daí).
O problema não é pequeno e está dado. A ver o que virá como solução. O comércio exterior responde por mais de 50% do Produto Interno Bruto do Espírito Santo.