Na última década, a economia brasileira entrou em um período de recessão, seguido de uma recuperação econômica lenta, com um baixo crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2019,
o país registrou 1,1% de crescimento em relação a 2018. O desempenho da economia nacional está diretamente relacionado às condições de ampliar eficiência na execução das atividades econômicas nos variados setores produtivos, o que corresponde à competitividade.
A competitividade do país é uma variável central para o seu desenvolvimento econômico, pois determina a amplitude das receitas empresariais e, por conseguinte, das receitas estatais, resultantes da capacidade das empresas nacionais de concorrer com competidores internacionais, seja no mercado interno ou no comércio a nível global.
No estudo de 2019 do World Economic Forum (WEC) acerca da competitividade global, o Brasil está em 71º lugar. Em 2020, o estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicou que o país está em penúltimo lugar, na comparação com países de economia semelhante. Esses dados demonstram a necessidade de mudanças estruturais e investimentos.
O aumento da competitividade não depende apenas da redução da burocracia – nomeada popularmente como um empecilho. Tornar a burocracia mais funcional contribuirá para a busca dos aumentos de eficiência, mas por si só não ampliará a competitividade do país e nem do estado.
A competitividade está atrelada à produtividade, inovação, infraestrutura e disponibilidade de capital. A produtividade corresponde ao uso eficiente dos recursos disponíveis (insumos, trabalho) às atividades econômicas. O nível de inovação em cada setor econômico condiciona o nível de produtividade, pois a inovação leva à ampliação da eficiência produtiva. A infraestrutura e o aparato logístico disponíveis condicionam a eficiência do escoamento da produção. Já as condições (custos) de financiamento dos investimentos definem em qual velocidade e proporção eles ocorrerão.
Inovação, produtividade, infraestrutura e disponibilidade de recursos financeiros perpassam qualquer política destinada à elevação da competitividade, seja em nível federal ou em relação ao Espírito Santo. Um dos setores mais afetados e que precisa da ampliação da competitividade é a indústria nacional e a capixaba, devido à sua capacidade de gerar desenvolvimento econômico encadeado.
Os ajustes não são poucos – como a necessidade de política industrial e de inovação e obras logísticas realistas e fundamentadas –, mas são possíveis de serem realizados para elevar a competitividade e acelerar o desenvolvimento econômico.