Diante da centralidade da atuação estatal para debelar a crise atual, o Estado capixaba tem a possibilidade de definir quais os projetos serão capazes de promover uma recuperação econômica mais acelerada, objetivando atender à urgente necessidade de gerar emprego e renda, promovendo ainda a ampliação da competitividade do território capixaba.
Investimentos públicos precisam ser muito bem avaliados, tendo em vista a sua capacidade de contribuir para o desenvolvimento de longo prazo. No contexto de crise econômica, os investimentos devem ser definidos seguindo os critérios de: (i) capacidade de geração de emprego; (ii) utilidade no médio e longo prazos; e (iii) capacidade de elevar a produtividade e competitividade.
Obras em rodovias, infraestruturas associadas a esse modal logístico (pontes, túneis), infraestrutura de telecomunicações e saneamento básico têm esse potencial e são factíveis, devendo ser priorizadas.
Os investimentos do Estado capixaba para a implementação de uma política anticrise precisam ser destinados a projetos viáveis (excluindo aqueles de rasa factibilidade) e que sejam capazes de contribuir para o aumento da atratividade do Espírito Santo, bem como do bem-estar da população capixaba em sua totalidade, tanto no interior quanto nas áreas mais urbanizadas do Espírito Santo. A decisão de ampliar os investimentos públicos é inequívoca, contudo, projetos prioritários viáveis precisam ser apontados e delineados pelo Estado.