Salume sinaliza a adoção de agendas de missões comerciais internacionais para difundir o potencial do Estado e buscar novos investidores externos.
Depois de 20 anos de consolidação da agenda do desenvolvimento como agenda de Estado, o Espírito Santo já tem imagem nacional de “Estado que deu certo”.
Trata-se agora de acelerar o processo de “vender o ES” também no ambiente internacional. Neste ambiente, o mercado produtivo e o mercado financeiro já constataram que há grande apetite para novos investimentos.
Já há alguns anos investidores de várias partes do mundo acompanham a “carência de oferta” da economia brasileira. Carência de infraestrutura. Carência de inovação. Carência de saneamento. E assim por diante.
Tudo isso rebate-se no estágio atual do processo de desenvolvimento capixaba. Agora mais ainda, com a necessidade de mudança do perfil da economia. Seja em busca de investimentos de maior capacidade de agregação de valor. Seja, agora, com mais foco na aceleração da indústria do turismo.
Vem daí que é oportuna a disposição e o desafio do novo secretário para acelerar e internacionalizar o processo.
Nesta direção, vale lembrar que o Espírito Santo está na disputa para sediar
a segunda fábrica da montadora Great Wall Motors (GWM). A primeira planta está sendo inaugurada em Iracemápolis, São Paulo. Deverão ser fabricados modelos como o Haval, linha de SUV da GWM – além da picape Poer.
O vice-governador Ricardo Ferraço tem liderado as interlocuções com a direção da GWM no Brasil. Incluindo uma reunião dele com o presidente global da Great Wall, Wei Jianjun, sobre a segunda fábrica.
É prevista a vinda ao Estado de nova missão, para aprofundar o diálogo. A multinacional chinesa já importa grande volume de veículos pelo Porto de Vitória – aproximadamente 50 mil unidades/ano.
É inegável o potencial do Espírito Santo. Equilíbrio fiscal; vocação logística e portuária; segurança jurídica; incentivos competitivos; localização geográfica estratégica; capacidade para formação de mão de obra especializada; e rede organizada de fornecedores locais.
Já há alguns anos está em curso a implantação de um modelo tripartite no processo de desenvolvimento estadual. Uma aliança entre o capital regional, o capital nacional, e o capital internacional. Essa modelagem precisa continuar sendo impulsionada e articulada pelo governo estadual.
A atração de novos investimentos ganha mais tração.
Tenho registrado aqui neste espaço que há muitos anos ouço investidores e formadores de opinião, nacionais e internacionais, se referirem ao Espírito Santo como “tigre asiático” - dado o seu caráter de Estado voltado para o comércio exterior.
Tudo indica que essa imagem “colou”. Com novo perfil econômico em processo de evolução.