Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Antônio Carlos de Medeiros

Saem os jogadores da Copa e entram em campo os candidatos às eleições

O período eleitoral propriamente dito é curto. Alguns acham que se parece com uma corrida de 100 metros rasos

Publicado em 18 de Julho de 2026 às 04:30

Públicado em 

18 jul 2026 às 04:30
Antônio Carlos de Medeiros

Colunista

Antônio Carlos de Medeiros

acmdob@gmail.com

Já na segunda-feira (20) começam as convenções partidárias para a escolha dos candidatos a presidente, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais, até 5 de agosto. São as eleições gerais de 2026. 


Em estimativa feita por José Casado, entram em campo aproximadamente 30 mil candidaturas às eleições: no primeiro turno, em 4 de outubro, saem os resultados finais das eleições para senadores, deputados federais, deputados estaduais. Como sabemos, nos casos dos governadores e do presidente da República, aqueles que não conseguirem 50% + 1 dos votos no primeiro turno vão ainda para um segundo turno em 25 de outubro.


Segundo o calendário eleitoral, de 20 de julho a 15 de agosto é o prazo para registro das candidaturas na Justiça Eleitoral. E no dia 16 de agosto é o início oficial da campanha eleitoral. Entre 28 de agosto e 1º de outubro é o período de exibição do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão – relacionado com o primeiro turno.

Veja Também 

Eleitores de direita não bolsonarista são 23%, e os de esquerda não lulista, 15%.

Quaest: 69% dos eleitores do ES não se declaram nem bolsonaristas nem lulistas

Flávio Bolsonaro e Lula

Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro estão empatados no ES; no 2º turno, Flávio leva

Ricardo Ferraço e Lorenzo Pazolini são pré-candidatos ao Governo do Estado

Pesquisa Quaest: a gangorra de Ricardo e Pazolini na disputa a governador do ES

Portanto, só saberemos mesmo quem serão todos os candidatos no dia 15 de agosto. As negociações e diálogos políticos estão em curso. Em muitos lugares, como em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, as negociações estão “atrasadas”. Aqui no Espírito Santo, não sabemos ainda quais são as chapas completas dos partidos para as duas vagas ao senado da República.


O período eleitoral propriamente dito é curto. Alguns acham que se parece com uma corrida de 100 metros rasos. São 45 dias até 1º de outubro, quando termina o horário eleitoral. Mas é nesse curto período, como sabemos, que as razões e decisões de votos vão se conformando. Razões de votos que estão em mutação, dadas as desilusões dos brasileiros com a política.


A preços de hoje, estima-se a possibilidade de muitas abstenções e muitos votos brancos e nulos. O eleitorado está cansado da polarização política e tem alta rejeição aos políticos. No caso da presidência da República, teremos uma guerra de rejeições. Como registrei aqui outro dia, tudo índica que teremos eleições das desilusões (do eleitor) e das rejeições (de Flavio Bolsonaro e Lula).


A última pesquisa da Quaest para as eleições nacionais indicou reação positiva de Lula e queda de Flavio Bolsonaro. Ao mesmo tempo, indica possibilidade de eleições de segundo turno. 


O fato é que as eleições presidenciais ainda estão em aberto. A Quaest mediu que a indecisão ainda está alta, na faixa de 54%. Indecisão e volatilidade. É preciso tomar cuidado com as previsões cheias de “wishful thinking”. 


Permanecem decisivos os chamados eleitores independentes, aproximadamente 33% do eleitorado. São eles que aumentam ainda a indecisão. São eles que ainda poderão até provocar reviravoltas inesperadas, tendo em vista que é ainda grande o nível de desconhecimento das candidaturas de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Difícil? Sim. Impossível? Não.


Ao fim e ao cabo, o risco político para o Brasil é chegar a eleger um presidente da República de baixa legitimidade, em caso de alienação eleitoral acima da média histórica e de vitória no segundo turno medida com menos de 2% de diferença, como em 2022.


Comprometeria a capacidade política do novo presidente para unir o país e ganhar autoridade convocatória para agregar consensos e promover as reformas que o Brasil precisa.


Eleições nacionais sui generis, como já assinalei aqui.

Presidente Lula e senador Flávio Bolsonaro
Presidente Lula e senador Flávio Bolsonaro Ricardo Stuckert/PR e Agência Senado

Já aqui no Espírito Santo, a nova pesquisa Quaest apontou também alto nível ainda de indecisão para a disputa pela governadoria: 76%, segundo o levantamento espontâneo.

Ou seja, aqui também as eleições estão em aberto.


Há, também, tendência de segundo turno. Ainda mais se Magno Malta (PL) e Paulo Hartung (PSD) decidissem também pela candidatura a governadoria do Estado.


Vamos aos números.


Na menção estimulada, a Quaest trabalhou com quatro cenários. No primeiro, Ricardo Ferraço (MDB) tem 21%; Lorenzo Pazolini (Republicanos) tem 19%; Paulo Hartung (PSD) tem 19%; Magno Malta (PL) tem 12%; e Helder Salomão (PT) tem 8%. Neste cenário se configura um empate técnico entre os três primeiros – Ferraço, Pazolini e Hartung – tendo em vista a margem de erro de 3% da pesquisa.


No segundo, sem Paulo Hartung, Ricardo Ferraço segue liderando, com 28%. Pazolini tem 21%; Magno Malta tem 15% e Helder tem 10%. No terceiro cenário, sem Pazolini e Hartung, Ferraço amplia a liderança, com 37%. Magno Malta tem 22% e Helder tem 12%. No último cenário, Ricardo Ferraço mantém 37%, em disputa sem Hartung e Magno. Neste caso Pazolini chega a 25% e Helder tem 11%.


A Quaest mediu também os dados relevantes da rejeição e do potencial de voto.  Magno Malta tem 55% de rejeição, com potencial de 30%. O segundo mais rejeitado é Paulo Hartung, com 35% de rejeição e com 49% de potencial de voto. Em seguida, Helder Salomão tem 34% de rejeição e 15% de potencial de voto.


Ricardo Ferraço tem rejeição de 31% e 45% de potencial de voto. E Lorenzo Pazolini tem 21% de rejeição e 34% de potencial de voto.


Tudo somado, os números mostram que a eleição para a governadoria está em aberto no Espírito Santo, com tendência de segundo turno.


Está chegando a hora da busca à Sua Excelência, o Eleitor. Cansado da polarização e desiludido com a política.

Antônio Carlos de Medeiros

É pós-doutor em Ciência Política pela The London School of Economics and Political Science. Neste espaço, aos sábados, traz reflexões sobre a política e a economia e aponta os possíveis caminhos para avanços nessas áreas

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Aniversário de Sônia Abelha
Sônia Abelha celebra 70 anos com festa para família e amigas em Vitória
Cartão do Bolsa Família
Populismo à brasileira: entre números e narrativas
A Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) consagrou, na Suíça, quatro bispos sem autorização do papa
Grupo excomungado pelo papa tem duas capelas "amigas" no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados