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Meio ambiente

A crise global das águas: o Espírito Santo deve ser parte da solução

Iniciativas voltadas para a limpeza das águas, mangues e praias precisam ir além das mobilizações sociais que acontecem aqui e acolá no estado

Publicado em 21 de Setembro de 2023 às 00:40

Públicado em 

21 set 2023 às 00:40
Arlindo Villaschi

Colunista

Arlindo Villaschi

arlindo@villaschi.pro.br

Entre as crises sistêmicas globais que precisam ser enfrentadas pela humanidade (relembrando o dito em outros momentos neste espaço: emergência climática, redução da biodiversidade, contaminação dos seres vivos, alimentos, águas e energia), a mais antiga é a das águas. Historicamente a questão das águas foi mais ligada a disputas econômicas e políticas. Fontes de água doce, trânsito em rios e oceanos há muito são objeto de contendas que já levaram a guerras e muita destruição.
A questão das águas no passado mais recente e no presente aumentou de importância na medida que são crescentes as evidências de que ela é elo fundamental no aprofundamento dos demais elos das crises globais sistêmicas. É urgente o enfrentamento à forma desastrosa como oceanos, rios e outros cursos d’água vêm sendo objeto de ganância econômica e disputas políticas.
A consequência mais evidente dessa ganância e dessas disputas é a qualidade das águas tanto em escala global quanto local. A maneira, por exemplo, como manguezais e aquíferos vêm sendo objeto da especulação imobiliária e daquela ligada ao controle de fontes de água doce para fins comerciais, respectivamente, estão presentes no Espírito Santo.
Enquanto os fóruns mundiais continuam postergando medidas necessárias de governança para o enfrentamento da crise global das águas, é fundamental que governos, sociedade e meio empresarial busquem soluções mais efetivas no cuidado para com as águas no território capixaba. Efetividade que tem que se fundar na sensibilização de todos com relação ao que pode ser feito por aqui enquanto encaminhamentos mais globais são postergados por interesses políticos capitaneados pelo capital improdutivo mundializado.
Sensibilização que pode começar por iniciativas como a do projeto ‘Se este rio fosse meu’, recentemente posto em marcha pelo pesquisador Laercio Frerraciolli, do Museu Mello Leitão em Santa Teresa. Reaproximar as pessoas de todas as idades das fontes, córregos, rios, mangues, praias no seu entorno é fundamental no processo de ‘cair a ficha’ sobre os riscos que todos correm diante da forma irresponsável como as águas são descuidadas.
Iniciativas voltadas para a limpeza das águas, mangues e praias precisam ir além das mobilizações sociais que acontecem aqui e acolá no Espírito Santo. Ela precisam se tornar objeto de políticas públicas envolvendo as diversas instâncias de governos, a sociedade civil, instituições de ensino e pesquisa, o meio empresarial, dentre outros.
Água de nascentes fazem parte da rotina na propriedade do produtor João Martins
Água de nascentes  Crédito: Matheus Martins
Políticas públicas que reconheçam a questão das águas em suas dimensões éticas, econômicas, sociais e ambientais. Questão das águas que deixe de ser vista como um problema e passe a ser seja encarada como uma oportunidade econômica e social.
Econômica porque pode ser fonte de trabalho e renda melhor distribuída pelo estado como um todo. Social porque pode aproximar as pessoas e inspirá-las para as necessárias costuras do esgarçado tecido social capixaba.

Arlindo Villaschi

É professor Ufes. Um olhar humanizado sobre a economia e sua relação com os avanços sociais são a linha principal deste espaço.

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