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Desenvolvimento sustentável

O ESG chega à indústria da construção

O setor dá mostras de que está disposto a acompanhar essa agenda, em busca de melhorias em seus processos e adotando práticas de sustentabilidade

Publicado em 01 de Dezembro de 2022 às 01:58

Públicado em 

01 dez 2022 às 01:58
Arquitetura e Construção

Colunista

Arquitetura e Construção

framos@redegazeta.com.br

O ESG chega à indústria da construção
Entre as principais características estão as boas práticas de gestão que tornam a operação mais sustentável Crédito: Freepik
*Douglas Vaz
Muito tem se ouvido falar em ESG, sigla em inglês para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança), no ambiente empresarial. Esse programa representa o índice de sustentabilidade e impacto social de uma organização. Adotar práticas sustentáveis se tornou extremamente relevante e o ESG das empresas passou a ser acessível para investidores consultarem esses dados por meio de relatórios empresariais.
Empresas pautadas pelo social, ambiental e governança incorporam uma cultura empresarial em que a sustentabilidade norteia a tomada de decisão. Entre as principais características dessas organizações estão as boas práticas de gestão que tornam a operação mais sustentável em diversos aspectos, incluindo o econômico e na gestão de riscos.
Entre as empresas da construção civil não é diferente. O setor dá mostras de que está disposto a acompanhar essa agenda. Até porque, busca melhorias em seus processos, como fez na década de 90 com a implantação dos programas de qualidade ISO e PBQP-H.
Empresas da indústria da construção com práticas de sustentabilidade conseguem ter ganhos econômicos maiores do que empresas que não adotam a agenda ESG. É o que mostra levantamento realizado para a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) pela Fundação Dom Cabral (FDC), que avaliou o desempenho das empresas do setor no país.
A correlação é forte em todos os pilares, mas é mais forte ainda na questão econômica. As empresas que têm melhoria na gestão ESG vão apresentar resultados econômicos melhores, mais consistentes, revelou o estudo. Quanto mais madura a empresa é nos aspectos de gestão ESG, normalmente ela cresce mais na parte econômica. Os dados mostram que para cada 1 ponto de melhoria em ESG, espera-se 1,72 de melhoria nos aspectos econômicos.
Quando as empresas tratam a agenda ESG com profundidade, percebem os benefícios, não só para as gerações futuras e para a organização empresarial, mas também para os negócios em si. Se uma obra é executada pensando na economia de combustíveis fósseis, de recursos hídricos ou de reaproveitamento de materiais, a contribuição para o meio ambiente e para a sustentabilidade será muito mais impactante e, por outro lado, ainda tem o benefício econômico dentro do próprio negócio.
Empresas comprometidas em minimizar o impacto ambiental, ter responsabilidade social e adotar boas práticas de governança corporativa se destacam, atraindo atenção de investidores. Um estudo realizado pela consultoria BCG revelou que as empresas que promovem boas práticas ambientais, sociais e de governança obtêm maior lucratividade e geram melhores resultados, agregando valor de mercado a longo prazo.
Já está mais do que na hora, então, de todos que têm interesse no mercado financeiro entenderem o que significa investir segundo os preceitos do ESG e quais os impactos dessa escolha para os negócios e para o meio ambiente.
*Douglas Vaz é presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-ES)
Burocracia: a pedra no meio do caminho
Douglas Vaz: “Quanto mais madura a empresa é nos aspectos de gestão ESG, normalmente ela cresce mais no aspecto econômico” Crédito: Monica Zorzanelli/Sinduscon/Divulgação

Arquitetura e Construção

Análises semanais do setor da construção civil, engenharia, arquitetura e decoração, com especialistas do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-ES), Conselho Regional de Arquitetura e Urbanismo (CAU-ES), e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-ES).

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