Em operação desde 2014 em São Mateus, a Marcopolo/Volare produz atualmente 10 unidades por dia, mas tem capacidade para chegar a uma fabricação diária de até 50 veículos.
A planta capixaba - responsável pela produção de 30% dos micro-ônibus do grupo e por 20% das carrocerias - é uma das mais modernas do país nesse segmento e é considerada pela multinacional com grande potencial de expansão.
A coluna conversou com o gerente nacional de vendas da Volare, Sidnei Vargas, que reforçou o otimismo do grupo com a unidade do Norte do Espírito Santo. Para o executivo, a fábrica é muito estratégica para a companhia, uma vez que está próxima dos grandes centros consumidores e é a responsável por atender demandas do Norte e Nordeste, mercados em crescimento.
Vargas diz que a ideia é tornar a planta de São Mateus especialista na produção de micro-ônibus e de produtos urbanos, tanto é que em 2020 a multinacional fez mudanças estruturais na sua produção, transferindo da unidade de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, para o Estado o segmento de transporte urbano.
"Estrategicamente São Mateus oferece grande competitividade no transporte, na logística de entrega também, que no nosso país é muito caro. A gente vê aí os efeitos do aumento do combustível, o quanto representou somente neste ano. Então, para nós, está sendo bem interessante fazer essa concentração porque as grandes praças estão ao redor"
Por mais que o gerente admita que a unidade capixaba deva receber mais investimentos no futuro e que pode vir a absorver novas linhas e ampliar a sua produção, por enquanto, ele diz ser cedo para falar sobre números e projetos de expansão. Afinal, ainda existe muita incerteza no mercado em função da pandemia do novo coronavírus, que atingiu em cheio segmentos diretamente ligados aos negócios da Marcopolo/Volare, como o transporte escolar e o voltado para o turismo.
Mas, mesmo em meio a esse quadro, Vargas diz acreditar que o avanço da vacinação no país vai ajudar esses setores a se recuperarem, ainda que aos poucos, e que este ano será melhor do que foi o ano de 2020.
Outro desafio abordado pelo executivo é a grande demanda por alguns insumos no mercado, que acabaram elevando preços e prazos de produtos usados na indústria de veículos. Esse e outros temas tratados por Sidnei Vargas você confere na entrevista abaixo.
Qual a participação da unidade capixaba nos negócios da Marcopolo/Volare?
Vou começar falando pela Volare, que é a unidade de negócios que estou conduzindo. Ela pertence à Marcopolo, mas tem um canal de distribuição independente. O Volare é mais focado na venda do varejo, então, por isso, a gente tem uma rede de concessionários, algo perto de 50 concessionários nas principais cidades do Brasil. Somos líder de mercado. Nos últimos 15 anos, certamente a gente tem uma participação acima de 50% na venda de micro-ônibus. Nessa planta do Espírito Santo, em São Mateus, a gente produz algo como 30% dos micro-ônibus para atender a nossa distribuição principalmente nas regiões Norte e Nordeste. A Volare tem 22 anos e agora em junho a gente completa 23 anos. É uma unidade de negócios nova, jovem. Mas já produziu mais de 75 mil micro-ônibus na sua história e, desde que conquistou a liderança, vem sustentando com participação [no mercado] acima de 50%, focada principalmente no transporte de passageiros num ambiente mais de varejo mesmo, no um a um. A Volare tem poucos clientes que tenham uma frota de veículos. Então, a gente vende para autoescola, para transportador escolar, que tem uma unidade, duas unidades. A gente vence bastante em licitações para prefeituras e atendemos diversos segmentos: turismo, fretamento, agronegócio, mineração… E temos um portfólio de quase 50 produtos bem distribuídos para as mais diversas aplicações. A Volare também exporta hoje para mais de 35 países da América do Sul, África do Sul, mas o principal mercado é o mercado nacional. E a Marcopolo é uma empresa gigante. Com mais de 70 anos, é uma das maiores encarroçadoras do mundo, tem operações fora do Brasil, é uma multinacional, também líder no mercado brasileiro. No último ano, também ficou acima de 50% de participação na produção de carrocerias, no setor rodoviário, linhas no transporte urbano e fretamento.
Os veículos produzidos no ES são voltados para o mercado interno ou também são exportados?
A grande maioria é para o mercado nacional mesmo. Essa unidade tem pouco mais de 5 anos e estamos chegando agora no nosso melhor momento. Quando a gente abre uma nova planta, existe um ramp up de produção. Então, foi todo um desenvolvimento. Para poder fazer esse crescimento de produção em São Mateus, a gente formou a mão de obra local. Então, houve um exercício junto ao Senai local para gente formar essa mão de obra e, por isso, levamos um tempo para poder chegar a níveis de produção maiores. Hoje, de toda a produção nacional da Marcopolo 20% já sai dessa planta e do Volare 30%, ou seja, de carroceria ela representa 20% do total e de micro-ônibus 30%.
O que isso representa em quantidade absoluta?
Hoje, de Volare são 90 unidades e carroceria urbana 130, então, são 220 carros por mês, algo como 10 carros/dia. É o que a gente está produzindo hoje e certamente a planta ela tem espaço para crescer. Ela foi construída para chegar até 50 unidades/dia. Tem estrutura para isso.
E tem uma perspectiva de quando esperam alcançar essa capacidade?
É difícil te dizer hoje. A pandemia afetou muito o setor de transporte. As pessoas acabaram se isolando e o nosso foco é transportar pessoas. A gente enxerga que dias melhores estão vindo por aí, mas não dá para te precisar, só dizer que a gente está vivendo o nosso melhor momento. A gente está hoje conseguindo fazer uma produção de 10 unidades/dia. A gente começou com uma, foi para duas, três... e hoje estamos em 10, a nossa maior produção. Empregamos 1.099 funcionários diretos na cidade de São Mateus. Isso representa algo como 0,8% da população, já é um percentual no nosso entendimento expressivo, porque são empregos diretos e existem ainda os indiretos.
A gente está obviamente com planos.
"A unidade de São Mateus é uma planta estratégica para nós. Pela distribuição, principalmente os hubs Norte e Nordeste, que são mercados importantes no que diz respeito ao transporte de pessoas. Tem várias operações, cidades importantes, com população grande, com muito desenvolvimento ainda a ser feito no que diz respeito a transportes"
A pandemia é um desafio para muitas empresas e várias montadoras pararam a produção em 2020 e inclusive neste ano. A Marcopolo/Volare São Mateus chegou a parar em 2020, no início da pandemia. Como foi para a empresa lidar com essa situação?
Logo no início, a gente deu férias coletivas para entender o que ia ser, o que vinha pela frente. Ninguém estava preparado para isso, mas rapidamente a Marcopolo se organizou e a gente montou na época um comitê de crise para avaliar, até porque a indústria do ônibus foi muito afetada. Não na sua totalidade, alguns setores eles continuaram a ter desempenho até melhor, como é o caso do fretamento. Porque a pandemia exigiu um isolamento das pessoas, então, em alguns casos houve aumento de frota para manter esse isolamento. Um veículo de 40 passageiros ele transportava a partir daí 20. Isso demandou novos produtos e aí vieram algumas oportunidades. Mas setores como trasporte escolar e turismo, eles sofrem até hoje e muito. Acho que eles foram os que mais sofreram nesse período.
Então, o que a empresa fez? A gente criou estratégias mirando nas oportunidades e tentando também buscar adequações, como todas as empresas precisaram fazer, mas desde então não houve mais paradas e o segmento que mais puxou para nós foi a área de fretamento. Porque o fretamento acabou exigindo novas aquisições para poder garantir esse distanciamento, e também com a alta do dólar, alguns setores como o agronegócio e a mineração acabaram sendo motivados e houve até crescimento. A gente conta com um portfólio bem distribuído e a gente conseguiu atuar mais fortemente nessas áreas para trazer o menor impacto possível, mas a gente sofreu impactos obviamente. A verdade é que a gente conseguiu passar por essa fase.
Então não há previsão de nova paralisação, de férias coletivas, dentro do cenário que se tem hoje?
Hoje não temos previsão. A gente certamente está sofrendo algumas dificuldades no abastecimento, com dificuldade para aquisição de alguns materiais estratégicos.
Quais, por exemplo?
Aço, alumínio, pneu são alguns desses itens. O setor de caminhões está puxando muito, né? Muito aquecido também por esse incremento que houve pelas exportações no agronegócio e na mineração. Então, o setor de cargas ele teve um crescimento, uma performance bem diferente do que foi o transporte de passageiros e, com esse aumento de demanda, a falta de matéria-prima está gerando aumentos expressivos e dificuldades para a cadeia de abastecimento. Mas principalmente esses itens de commodities que estão sendo favorecidos pela alta do dólar na exportação acabam pressionando um pouco no mercado interno. Essa é a nossa maior dificuldade hoje de abastecimento, mas nada previsto de parada não.
De que forma essa falta de matéria-prima está impactando nos prazos?
Aços específicos e especiais estão tendo falta, porque o aço que é utilizado para fabricação de eixo, que é utilizado para a fabricação do chassi e do motor. Na nossa cadeia de planejamento com nossos parceiros de chassi, a gente teve que antecipar a previsão algo como uns 60 dias a mais. Com 90 dias a gente abastecia de informações a rede para atender as nossas demandas e hoje a nossa previsão chega até 150 dias em alguns itens, itens importados também com muita dificuldade. Além disso, o ambiente logístico, com a queda dos voos comerciais, sobrou voo de carga e contêineres, navio, e isso com aumento dessa demanda está tendo dificuldade nesse sentido e encareceu também, né?
Os itens importados com a alta do dólar também impactam, por exemplo, quando a gente importa itens eletrônicos ou aços especiais que vêm de outros países. Esses países também sofreram. Tiveram lockdown, pararam as atividades e, por isso, a dificuldade no abastecimento.
"A gente quase que dobrou o prazo de planejamento para não sofrer impactos no nosso abastecimento. Foi essa a nossa estratégia de tentar antecipar previsões para que a gente não viesse a sofrer"
Isso tudo impacta nos custos, né? Isso exigiu uma nova reorganização da empresa?
A gente inevitavelmente teve que repassar, certamente fizemos várias ações para tentar conquistar reduções de custo dentro da empresa, para criar menos impacto para os nossos clientes, mas sim, o aço teve aumentos expressivos, assustadores. Itens importados, itens que são derivados de plásticos, embalagens, faltaram embalagens pelo país. Aumenta a demanda e com menos oferta, o preço sobe, então, percentuais de aumento que chegam a assustar. A gente tem que estar vivendo no meio desse ambiente, mas seguimos em frente. A empresa está conseguindo. Na nossa visão, o pior passou, e a gente enxerga que, com o avanço da vacinação, as atividades voltem a se normalizar e os passageiros voltem a circular, porque esse é o nosso foco principal: transportar pessoas.
Em outubro de 2020, a Marcopolo anunciou o encerramento das suas atividades na planta de Duque de Caxias. Na ocasião, a empresa informou que parte da produção de ônibus urbanos passaria a ser feita no ES. Essa transferência já aconteceu por completo? A unidade de São Mateus já está produzindo essas unidades? O que o ES absorveu dessa unidade do Rio?
O Espírito Santo absorveu 100%. 80% de todo o segmento do transporte urbano é produzido em São Mateus já. Os 20% que a gente produz na planta de Caxias do Sul é para atender as vendas que acontecem na região Sul do Brasil. Agora todo o centro, de São Paulo para cima, Centro-Oeste, Norte e Nordeste, o que diz respeito à produção de urbanos já é feita em São Mateus. Como eu te falei, a gente conseguiu fazer uma boa qualificação da mão de obra capixaba e hoje a gente tem condições perfeitamente de atender o setor urbano e é nossa estratégia transformar essa planta como uma planta especializada em micro-ônibus e produtos urbanos.
O que motivou a empresa a trazer a produção de Duque de Caxias para o ES? O que foi levado em conta?
Estrategicamente São Mateus oferece grande competitividade no transporte, na logística de entrega também, que no nosso país é muito caro. A gente vê aí os efeitos do aumento do combustível, o quanto representou somente neste ano. Então, para nós, está sendo bem interessante fazer essa concentração porque as grandes praças estão ao redor. Minas Gerais é uma grande praça de venda de transporte urbano e está a 600 quilômetros de São Mateus e de Caxias está 1.600 quilômetros, então, a gente tem ganhos expressivos nesse sentido logístico e também porque a gente conseguiu fazer principalmente investimentos na mão de obra, na qualificação dessa mão de obra. Talvez demorou um pouco porque essa indústria para a região capixaba era uma novidade.
"Estamos bem felizes hoje. É um reconhecimento dos nossos clientes hoje a qualidade dos produtos que são produzidos na unidade de São Mateus."
Vocês trouxeram profissionais do Rio para cá?
Poucas pessoas. Algumas pessoas-chave foram transferidas, mas bem pouco no volume todo. Hoje a gente tem algumas pessoas de Caxias também a nível gerencial, pessoas que eram da planta de Caxias e foram transferidas, mas hoje moram e se transferiram com família e estão virando capixabas, e estão felizes. E algumas pessoas do Rio também foram transferidas para São Mateus, mas bem poucas mesmo.
A produção que era no Rio já está acontecendo no ES? As adequações na planta capixaba já foram feitas...
Todo o ferramental da planta do Rio de Janeiro já foi transferido para a planta de São Mateus e os próximos investimentos serão todos feitos nessa planta. A nossa estratégia é transformar a planta de São Mateus especialista na produção de micro-ônibus e de produtos urbanos. Hoje o principal mercado da indústria do ônibus é o setor urbano. A maior população de frota ativa está voltada no setor urbano, o que a gente vê nas cidades rodando é ônibus urbano.
Há planos de incluir na unidade capixaba algum tipo linha que hoje não é produzida, mas que vocês veem como potencial? Existe essa possibilidade?
Existe, a planta absorve. Ela, como espaço, é a nossa maior planta como área. Agora como área construída não. Mas ela tem capacidade para isso. Então, a gente poderia avançar com outros segmentos e produtos dentro dessa planta. Mas nosso foco agora é micro-ônibus e veículos urbanos. Podemos obviamente no futuro, mas não teria assim uma precisão para te dar. Mas ela pode absorver porque ela tem capacidade para 50 carros/dia. Nós estamos produzindo 10, então tem muito espaço para crescer. Como eu te disse, a gente está bastante feliz com os resultados que a gente está conquistando nessa planta. Sofremos, desde que a gente abriu, passamos por momentos difíceis, encaramos crise no meio de tudo isso, mas conseguimos e estamos satisfeitos com as performances, com a produtividade, com a eficiência e principalmente com a qualidade dos produtos que a gente está entregando da produção dessa planta.
A Marcopolo praticamente foi pioneira aqui no ES nesse segmento veicular. Então, essa é uma cadeia ainda em fase de desenvolvimento. Mas hoje vocês já contam com fornecedores locais?
Como eu te falei tem um ramp up, um crescimento da planta como um todo e passa pela cadeia de fornecedores que está com a gente na operação. Uma das empresas que já está instalada é a Agrale, que fornece chassi para os nossos micro-ônibus. Então, sim, tem fornecedores que estão hoje junto com a gente. E dentro da planta também existem itens que nós fabricávamos no Rio Grande do Sul e levamos para São Mateus para que fossem montados. Hoje, a gente já tem uma linha de fabricação na planta de São Mateus e estamos expandindo isso, é nosso interesse. É mais interessante para nós produzir esses materiais porque hoje o transporte é muito caro no nosso país, então, tudo o que a gente puder produzir em São Mateus, é melhor para nós, para São Mateus, para o Espírito Santo, então, é nosso interesse crescer sim com a planta na produção de carrocerias e micro-ônibus, mas também com a fabricação dos componentes de carroceria e micro-ônibus.
Isso exigiu adequações, né?
Foram feitos investimentos pesados pela nossa empresa para que a gente pudesse ampliar a fabricação. Por exemplo, poltronas a gente tem uma linha de produção interessante em Caxias do Sul. A gente produzia poltrona colocava no caminhão e mandava para São Mateus. Hoje, a gente manda espuma e produz a poltrona em São Mateus e assim outros itens também. Ferramentas que a gente teve que fazer aquisição para fazer fabricação de itens estruturais. São ferramentas caras, já está feito o investimento e, à medida que a gente vai conquistando esses investimentos, vai avançando na produção local. Nosso interesse sim é fabricar ônibus completo em São Mateus, certamente alguns fornecedores estratégicos devem nos acompanhar principalmente com esse crescimento de produção que a gente está tendo na unidade capixaba. A gente pode está arrastando outros parceiros para virem atuar com a gente.
Quais são as expectativas da empresa para 2021?
As perspectivas são otimistas com o avanço da vacinação e com a retomada principalmente de alguns setores, um deles é o transporte escolar. A gente está torcendo para que as aulas possam voltar a ser presenciais porque é um mercado muito grande, se a gente somar passa de 100 mil operadores no Brasil que estão parados e sofrendo há mais ano, né? Então, a gente torce por esse setor e, com a retomada, obviamente dias melhores vêm por aí. É o que a gente aposta. Com a diminuição da pressão na área da saúde, as atividades tendem a voltar aos poucos, então, esperamos que voltem o transporte de passageiros por linhas normais, de linha rodoviária, que é um produto que sofreu bastante. Em alguns setores, transporte urbano sofreu, mas bem menos do que o transporte rodoviário. Setor de fretamento teve oportunidades e até um ligeiro crescimento, mas o transporte escolar parou totalmente. O turismo quase que parou totalmente e se voltou foi de maneira muito ainda longe do que era antes. Esse setor está sofrendo. E com o alívio que vem por aí, na nossa visão com o avanço da vacinação, esses setores voltam e então a gente volta a negociar nesses segmentos. Então, é nesse sentido que a gente acha que 2021 vai encerrar melhor do que começou.
Para São Mateus tem investimento previsto?
O principal investimento está feito porque a operação está rodando bem. A gente está muito feliz com a perfomance da planta de São Mateus e por ela ter mais capacidade para que a gente possa crescer mais, certamente poderá vir novo investimento.
Muitas companhias da área têm desenvolvido tecnologias e trabalhado para oferecer veículos mais sustentáveis. A Marcopolo/Volare trabalha com algo nesse sentido?
Sim. A gente acompanha e hoje nós temos produtos tanto no micro-ônibus como em produtos urbanos, como também rodoviário já totalmente elétricos. Temos aplicação de ônibus urbano já na Grande São Paulo e em outras capitais, como Brasília. Também temos veículos articulados e o Volare hoje tem o microônibus 100% elétrico. Essa é uma bandeira mundial e a Marcopolo está de olho e a nossa engenharia está pesquisando e trabalhando em cima disso. Com certeza no momento que o mercado tiver demandando para os produtos mais sustentáveis, a gente vai contar no nosso portfólio com produtos dessa natureza.