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Beatriz Seixas

Mamão à espera de uma solução logística

Produtores querem que fruta seja exportada pelo Aeroporto de Vitória

Publicado em 27 de Abril de 2019 às 16:56

Públicado em 

27 abr 2019 às 16:56
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

bseixas@redegazeta.com.br

Mamão capixaba é exportado para países como Estados Unidos, Portugal e Espanha Crédito: Gildo Loyola / arquivo
As mudanças na administração do Aeroporto de Vitória, que vai passar a ser operado pela suíça Zurich, trazem expectativas não só para que mais voos domésticos aconteçam com destino ao Espírito Santo, mas também para que, com a concessão, o setor da fruticultura capixaba possa ser beneficiado.
Há anos, os produtores capixabas de mamão têm que enviar a fruta para outros Estados para que então ela seja exportada. Das 44 mil toneladas por ano de papaya que vão para fora do país, o Espírito Santo é o responsável pelo maior volume, 18 mil toneladas.
Só que as mercadorias precisam ir, via rodovia, até os aeroportos de São Paulo e do Rio de Janeiro para chegarem até os clientes, sendo a maior parte deles de Portugal, Espanha, Inglaterra e Estados Unidos.
Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Papaya (Brapex), Rodrigo Martins, o maior desafio é ter linhas internacionais. Ele explica que não precisaria ser uma aeronave cargueira, mas que se Vitória passasse a ter voos de passageiros já ajudaria muito.
“Para enviarmos por um cargueiro, esse avião precisa ter produto para vir para o Espírito Santo. Por isso, dizemos que linhas de passageiros também nos atenderiam. Poderíamos pegar carona. Hoje, 80% da carga de mamão que deixa os aeroportos nacionais é dessa forma.”
Martins diz que se a carga sair diretamente de Vitória, os produtores se tornarão mais competitivos. Além de ganhar 24 horas no transporte, entregando uma fruta mais fresca para o consumidor final, o custo do quilo – hoje em cerca de R$ 1,80 no campo e de R$ 3,70 na venda para exportação – poderia cair 20 centavos.
Está aí uma mudança que seria mais do que bem-vinda. Para isso, será importante que haja uma mobilização conjunta entre representantes dos governos federal e estadual, além do envolvimento das entidades para buscar uma aproximação com a concessionária suíça e com as empresas que podem vir a criar rotas internacionais.
 

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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