O governo federal já definiu o nome que irá presidir a Codesa. Nos próximos dias, Julio Castiglioni, que atualmente é diretor-geral da Agência de Regulação de Serviços Públicos (Arsp), deverá ser anunciado pela equipe de Jair Bolsonaro (PSL). A escolha, segundo o deputado federal e principal aliado do presidente, Carlos Manato (PSL), foi do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Castiglioni irá substituir Luis Cláudio Montenegro, que está na companhia desde 2016.
A nomeação de Castiglioni - que é procurador do Estado desde 2005 e tem experiência em contratações públicas, modelagem jurídica de concessões e parcerias público-privadas - vai ao encontro do objetivo da União que é de privatizar a Codesa.
De acordo com Manato, a escolha foi estritamente técnica e focada em um profissional capaz de estruturar a companhia para ser privatizada, processo que deve levar aproximadamente dois anos. “As pessoas que vão ser nomeadas vão pra lá com a determinação de privatizar a Codesa”, frisou.
Nos bastidores, a informação é de que o nome de Castiglioni chegou à Brasília por ele ser um especialista em modelagem jurídica e ter experiência com processos de concessão. Na Arsp, por exemplo, ele já atuou em áreas como saneamento básico, gás e rodovias.
“Para o governo, o desafio de comandar a Codesa neste momento está ligado principalmente à capacidade do gestor de entender entraves e adotar um melhor modelo jurídico e administrativo para exploração do negócio”, comentou uma fonte.
Essa mesma fonte diz que a equipe já está sendo montada e atenderá critérios técnicos. Alguns dos nomes que deverão compor o novo time da Codesa têm vasta experiência nas áreas administrativa, orçamentária e financeira do governo federal e ainda na área de planejamento de investimentos, inclusive, portuários. “E sem ligação política”, garante a fonte.
As conversas entre o ministro Tarcísio de Freitas e Julio Castiglioni estão bem avançadas, segundo Manato. Mas ele não detalhou quando o anúncio será feito.
Procurado, o diretor da Arsp disse apenas “que continua exercendo seu mandato regularmente na agência”.
Se as nomeações acontecerem realmente nos moldes que estão sendo tratados até o momento, o Espírito Santo pode depois de muitos anos mudar o cenário da infraestrutura portuária, há décadas defasada.