O número de investidores do Espírito Santo que aplica recursos em ações ultrapassou a marca de 70 mil em 2021. De acordo com levantamento da B3, a bolsa de valores brasileira, os capixabas estão em 11º no ranking nacional, conforme os dados mais atualizados, de fevereiro.
São 70.875 investidores, dos quais 53.185 são homens e 17.680 mulheres. Juntos eles têm em aplicações em renda variável R$ 5,83 bilhões, o que representa 1,30% dos investimentos totais no Brasil para esse perfil de alocação.
Os estados que lideram o aporte em ativos de risco mais alto são: São Paulo, com 1.334.376, representando 47,44% do volume total, Rio de Janeiro com 364.335 investidores, o equivalente a 15,28%, e Minas Gerais, com 343.618 aplicadores, 9,40% do bolo nacional.
A quantidade de pessoas interessadas em direcionar os recursos para a compra de ações é crescente no Espírito Santo, movimento semelhante ao do restante do país. Na comparação com dezembro de 2020, o número capixaba avançou em 5 mil. No fechamento do ano passado, 65.872 contas estavam registradas na B3.
Aliás, se olharmos um pouquinho para trás, em um passado não tão distante, vamos ver como o mercado acionário ganhou espaço no Estado. Em 2019, eram 32.469 investidores pessoa física. No Brasil, nesse mesmo período, eram quase 1,7milhão de pessoas que direcionavam seu dinheiro para a renda variável. Atualmente, são quase 3,5 milhões.
DINHEIRO TEM, DIFÍCIL É ENCONTRAR FORNECEDOR
Na última semana, empresas do Espírito Santo se uniram para abrir novos leitos de tratamento para a Covid-19 no Espírito Santo, conforme a coluna noticiou em primeira mão. Mas efetivar a iniciativa não tem sido uma tarefa simples. Por mais que existam recursos privados, conseguir no mercado equipamentos e insumos para viabilizar os novos leitos está exigindo grande mobilização e articulação de muitos atores.
Uma fonte contou à coluna que diversos fornecedores não têm equipamentos para pronta-entrega e outros só fazem a venda e a entrega da encomenda se o pagamento for à vista.
O CUSTO DA BUROCRACIA
Relatório do Banco Mundial aponta que as empresas brasileiras gastam, em média, 1.501 horas por ano cuidando de obrigações relacionadas a tributos. Esse dado é cinco vezes a média gasta pelos países da América Latina e Caribe. “Toda essa burocratização afeta a produtividade e competitividade do Brasil”, explica o advogado tributarista Samir Nemer.
Ele ainda destaca que um estudo feito pela Endeavor prevê uma redução de até 68% no tempo gasto com a aprovação da reforma tributária baseada em propostas que estão no Congresso Nacional.
ES RECEBEU R$ 600 MILHÕES EM INDENIZAÇÕES
Desde setembro do ano passado, a Fundação Renova implementou o Sistema Indenizatório Simplificado, que pagou cerca de R$ 900 milhões em indenizações na bacia do rio Doce, em Minas Gerais e no Espírito Santo. Desse total, cerca de R$ 600 milhões vieram para o Estado e injetaram recursos nas economias locais.
Baixo Guandu foi o primeiro município capixaba a entrar no sistema. Em seis meses, mais de R$ 300 milhões foram para a cidade. Esse valor é mais que o dobro dos cerca de R$ 119 milhões de arrecadação total do município no ano de 2020, considerando arrecadação própria, operações de crédito e transferências da União e do Estado, de acordo com dados do Painel de Controle do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES).
Em Linhares, foram pagos cerca de R$ 134 milhões em indenizações em quatro meses. A quantia praticamente equivale ao total de arrecadação própria do município em 2020, de R$ 166 milhões. Em São Mateus, o cenário é parecido. Na cidade, foram pagos cerca de R$ 69 milhões em quatro meses, o valor é próximo aos R$ 75 milhões de receita própria do município.
Aracruz foi um dos últimos municípios a entrar no sistema, que possibilita o pagamento de indenização a categorias com dificuldade de comprovação de danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão (MG). Em pouco mais de um mês, foram pagos cerca de R$ 50 milhões em indenização, correspondente a mais de 25% da arrecadação própria anual de 2020, que chegou a R$ 183 milhões.