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Beatriz Seixas

Samarco deverá demorar mais tempo para voltar a operar

Avaliação é que rompimento de barragem vai dificultar emissão de licenças

Publicado em 25 de Janeiro de 2019 às 22:59

Públicado em 

25 jan 2019 às 22:59
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

bseixas@redegazeta.com.br

Quarta Pelotização da Samarco, em Anchieta: atividades paralisadas desde a tragédia em Mariana Crédito: Fernando Madeira
O retorno, ainda que parcial, das operações da Samarco, em Anchieta, deverá ser comprometido diante do rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais. Desde novembro de 2015, a unidade em Ubu está com as atividades paralisadas por conta do rompimento de outra barragem, a de Mariana, que deixou 19 mortos e sérios impactos socioambientais em Minas Gerais e no Espírito Santo.
A expectativa até então era de que em 2020 a companhia retomasse suas atividades no Sul capixaba. Embora a empresa não trabalhasse com uma data oficial para as operações reiniciarem, diretores da Samarco - controlada pela Vale e pela BHP Billiton -, em declarações à imprensa em 2018, falavam que havia uma perspectiva de que isso acontecesse no ano que vem.
O prazo, entretanto, deverá ser postergado na avaliação de especialistas, que consideram que diante do segundo acidente grave envolvendo barragens da Vale, os órgãos ambientais vão fechar o cerco para a liberação de licenças.
“Acredito que essa tragédia trará sim impactos. A retomada da Samarco está em processo de avaliação junto ao Ministério Público Federal (MPF) de Minas Gerais. E aí, no mesmo Estado, acontece novamente um acidente semelhante? Certamente, esse acontecimento fragiliza tudo o que está sendo feito e dito até aqui”, pondera uma fonte ligada à Vale, que preferiu não se identificar, ao reforçar que esta é uma avaliação realista.
De acordo com a Samarco, para voltar a produzir, a companhia depende da conclusão do Licenciamento Operacional Corretivo (LOC) do Complexo de Germano.
Além dos estragos sociais e ambientais, a paralisação da Samarco, que representa quase 6% do PIB capixaba, trouxe enormes prejuízos econômicos para o Estado e principalmente para a região Sul do Espírito Santo. Em Anchieta, o peso da empresa é ainda maior na produção de riquezas, ela representa cerca de 75% do PIB local. Desde a tragédia e a interrupção das atividades na planta, milhares de pessoas perderam seus empregos, lojas fecharam e a situação econômica da prefeitura também ficou dramática. A arrecadação no município, que era de R$ 308 milhões em 2015, é estimada em R$ 123 milhões para 2019.
Procurada, a Samarco informou que não iria se pronunciar. 
 

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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