Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Prejuízo

Alto número de lesões vira uma dor de cabeça para os clubes brasileiros

Calendário apertado e tempo de inatividade por conta da pandemia deixam os atletas propensos às contusões. CBF espera ano com recorde de jogadores lesionados

Publicado em 01 de Novembro de 2020 às 05:00

Públicado em 

01 nov 2020 às 05:00
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

fsouza@redegazeta.com.br

Alto número de lesões se tornou uma dor de cabeça para os clubes brasileiros
Alto número de lesões se tornou uma dor de cabeça para os clubes brasileiros Crédito: Freepik
futebol brasileiro segue sofrendo com os reflexos provocados pela pandemia de Covid-19. Após a paralisação das atividades, retorno com a ausência de público e consequentemente dificuldades na saúde financeira, os clubes agora sofrem com o alto número de atletas lesionados. Os quase quatro meses sem treinos e a retomada das competições em um calendário muito apertado cobram muito caro dos atletas, e todos os clubes acabam prejudicados nas competições.
De acordo com levantamento realizado pelo Esporte Espetacular, os 20 clubes que disputam o Brasileirão registraram 141 lesões em seus atletas até o mês de março. Nesses dois últimos meses, com o retorno dos campeonatos nacionais, esse número já subiu para 390 lesões, em dados catalogados até o dia 08 de outubro.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda não tem os dados consolidados, mas já espera que 2020 seja um ano recorde de contusões pelo menos nos últimos cinco anos. A desgastante sequência de jogos duas vezes na semana faz com que os atletas acumulem fadiga e fiquem mais propensos às lesões. Nas equipes envolvidas em mais competições, como Flamengo, Athletico-PR, Palmeiras, Grêmio e outras que participam de até três campeonatos, a situação é ainda mais delicada.
“Todo atleta precisa de um tempo de recuperação. A atividade de alto nível exige quase o limite do corpo. É preciso um preparo adequado para as atividades e de uma recuperação prévia até a próxima. Quando não há esse tempo de recuperação, o corpo chega ao limite, não recupera os nutrientes e fica propenso à lesão”, explica o fisioterapeuta do Rio Branco Robert Muglia. 
As lesões mais recorrentes acontecem nos tornozelos, joelhos e principalmente nas coxas, onde estão músculos fundamentais para o desempenho de um jogador de futebol. “Maior índice de lesão envolve a coxa, nos músculos anterior e posterior. Posterior por causa da corrida, e anterior no movimento de chute. Temos conversado com os atletas e estamos avaliando a performance de cada um para perceber uma possível sobrecarga, entender quando é preciso segurar um pouco e tentar prevenir essas lesões”, explicou o fisioterapeuta que já trabalha com o elenco do Rio Branco, que entrará em campo no Capixabão no dia 25 de novembro.
Robert Muglia, fisioterapeuta, e Thiago Campanha, preparador físico do Rio Branco
Robert Muglia, fisioterapeuta, e Thiago Campanha, preparador físico do Rio Branco Crédito: Rio Branco/Divulgação

PREVENÇÃO E PLANEJAMENTO

O fato dos atletas terem ficado muito tempo longe das atividades de alto rendimento também é um fator determinante para o alto número de contusões. Por mais que muitos tenham mantido o mínimo de exercícios em casa no período mais severo de isolamento, essa carga não se aproxima do necessário para o condicionamento ideal de um atleta.
“Nenhum treinamento que um jogador faça em casa alcança a exigência mínima para um atleta de alto rendimento. No trabalho no clube temos situações de jogo, carga específica para cada posição. Existe um padrão de treinamento elevado para cada atleta. E ter que ficar parado tanto tempo influencia muito”, pontuou Thiago Campanha, preparador físico do Rio Branco.
E não há como reparar o dano porque os clubes vão continuar competindo à exaustão. Caberá a cada time o desafio de conseguir dosar seu elenco para reduzir as perdas por lesão e trabalhar com um planejamento estratégico em conjunto entre departamento médico e preparadores físicos. “O planejamento precisa ser bem feito, gradativo. A exigência de carga deve ser gradativa, sem pressa e com avaliações constantes. O período curto de tempo é uma dificuldade. Mas é necessário alinhar musculação e fisioterapia para a prevenção de lesão”, ressaltou Thiago Campanha.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Sede do STF
Os ministros do STF e os abusos de poder
Dino Fonseca e Patrick Ribeiro
Dino Fonseca canta clássico do rock e dos ano 80 em Vitória; veja fotos
Pesquisa realizada pela Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj) mostra que beneficiários do Auxílio Brasil pretende voltar a comprar carne e leite
Fim da escala 6x1 pode ser realidade no futuro

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados