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Luta eterna

Calvário sem fim para o futebol capixaba na Série D do Brasileiro

Com a eliminação do Real Noroeste para o Brasiliense, Espírito Santo permanece na última divisão do futebol nacional, onde está desde 2009. Está difícil ver a luz no fim do túnel

Publicado em 13 de Dezembro de 2020 às 05:00

Públicado em 

13 dez 2020 às 05:00
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

fsouza@redegazeta.com.br

Vitória e Real Noroeste representaram o Espírito Santo nesta Série D, mas não obtiveram sucesso
Vitória e Real Noroeste representaram o Espírito Santo nesta Série D, mas não obtiveram sucesso Crédito: Vitor Nicchio/Vitória FC
Na tarde deste último sábado (12), o futebol capixaba deu adeus a mais uma possibilidade de acesso à Série C do Campeonato Brasileiro. A derrota do Real Noroeste para o Brasiliense por 3 a 0, na Boca do Jacaré, no Distrito Federal, em duelo válido pelo jogo de volta da 2ª fase da Série D, finalizou um roteiro que o torcedor capixaba já não aguenta mais assistir. O filme se repetiu pela 12ª vez.
Espírito Santo está na Quarta Divisão do futebol brasileiro desde 2009, ano em que a competição foi criada. Este último desfecho, dolorido como todos os outros por minar os pequenos fios de esperança, mas infelizmente esperado, prova mais uma vez que estamos em um estágio abaixo da grande maioria das praças esportivas do país. E mais uma eliminação nos leva a questionar os porquês deste triste calvário.
Esta edição da Série D, em um ano atípico devido à pandemia de Covid-19, se mostrou ainda mais imprevisível. Nem mesmo fatores que se mostraram como possíveis vantagens se concretizaram a favor dos times capixabas. O entrosamento dos elencos e o trabalho a longo prazo ruíram mediante a desorganização na condução das equipes nos bastidores.
O Real Noroeste, que em decisão controversa, treinou até mesmo durante o período mais agudo de contaminação pelo novo coronavírus, não se mostrou superior em nenhum momento. Desde a fase de grupos não conseguiu se impor fora de casa nem mesmo diante dos adversários mais frágeis. Frente ao Brasiliense, aconteceu o que já vinha ocorrendo ao longo de toda a competição quando longe de seus domínios: não fez gol e sofreu. Sem contar os bastidores conturbados que provocaram uma rotatividade fora do comum no elenco. Jogadores entrando e saindo da equipe quase em todas as semanas, o que prejudicou muito o trabalho do técnico Duzinho Reis.

VEJA OS GOLS DE BRASILIENSE 3 X 0 REAL NOROESTE

O Vitória, que tanto foi elogiado pela boa base montada já há algumas temporadas e pelo trabalho consistente de Rodrigo Fonseca, entrou em colapso. Demitiu o treinador após três rodadas (três derrotas), trouxe Charles de Almeida, cujo estilo de jogo passava longe do elenco que foi formado para a competição, contratou jogadores que não tinham ritmo de jogo, e ainda sofreu demasiadamente com desfalques por lesões e jogadores com Covid-19. Quando acenou com uma recuperação já sob o comando de Gilberto Pereira, já era tarde. Não passou nem da fase inicial.
O fato é que os time capixabas caíram em um grupo contra rivais limitados, e ainda assim não conseguiram se destacar. A chave foi tão nivelada por baixo, que o equilíbrio deu a tônica durante as 14 rodadas. De seus 10 primeiros jogos, o Vitória só venceu dois. E ainda assim manteve chances de classificação até a penúltima rodada da 1ª fase. O Real Noroeste, após um início até animador, já na fase aguda de definir sua classificação, ficou cinco partidas sem vencer. E mesmo com a sequência ruim não deixou a zona de classificação, porém não escapou de um rival complicado no mata-mata, tanto que acabou eliminado.
De positivo vai ficar a iminente segunda vaga na Copa do Brasil, que certamente injetará recurso financeiro importante em mais um clube capixaba. No mais, não há caça às bruxas que resolva esta situação. Apenas o trabalho profissional resolverá.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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