O
Espírito Santo está na
Quarta Divisão do futebol brasileiro desde 2009, ano em que a competição foi criada. Este último desfecho, dolorido como todos os outros por minar os pequenos fios de esperança, mas infelizmente esperado, prova mais uma vez que estamos em um estágio abaixo da grande maioria das praças esportivas do país. E mais uma eliminação nos leva a questionar os porquês deste triste calvário.
Esta edição da Série D, em um ano atípico devido à
pandemia de Covid-19, se mostrou ainda mais imprevisível. Nem mesmo fatores que se mostraram como possíveis vantagens se concretizaram a favor dos times capixabas. O entrosamento dos elencos e o trabalho a longo prazo ruíram mediante a desorganização na condução das equipes nos bastidores.
O Real Noroeste, que em decisão controversa,
treinou até mesmo durante o período mais agudo de contaminação pelo novo coronavírus, não se mostrou superior em nenhum momento. Desde a fase de grupos não conseguiu se impor fora de casa nem mesmo diante dos adversários mais frágeis. Frente ao Brasiliense, aconteceu o que já vinha ocorrendo ao longo de toda a competição quando longe de seus domínios: não fez gol e sofreu. Sem contar os bastidores conturbados que provocaram uma rotatividade fora do comum no elenco. Jogadores entrando e saindo da equipe quase em todas as semanas, o que prejudicou muito o trabalho do técnico Duzinho Reis.
O fato é que os time capixabas caíram em um grupo contra rivais limitados, e ainda assim não conseguiram se destacar. A chave foi tão nivelada por baixo, que o equilíbrio deu a tônica durante as 14 rodadas. De seus 10 primeiros jogos, o Vitória só venceu dois. E ainda assim manteve chances de classificação até a penúltima rodada da 1ª fase. O Real Noroeste, após um início até animador, já na fase aguda de definir sua classificação, ficou cinco partidas sem vencer. E mesmo com a sequência ruim não deixou a zona de classificação, porém não escapou de um rival complicado no mata-mata, tanto que acabou eliminado.
De positivo vai ficar a iminente segunda vaga na Copa do Brasil, que certamente injetará recurso financeiro importante em mais um clube capixaba. No mais, não há caça às bruxas que resolva esta situação. Apenas o trabalho profissional resolverá.