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Futebol

Capixabão 2020 prova que campeonato não precisa ter dez times

Espírito Santo não possui dez times que possuem estrutura para uma competição profissional. Primeira Divisão deveria ter no máximo oito equipes

Publicado em 14 de Março de 2020 às 05:00

Públicado em 

14 mar 2020 às 05:00
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

fsouza@redegazeta.com.br

O Vitória atropelou o Linhares em duelo do Capixabão Crédito: Vitor Nicchio/Vitória
A reta final da primeira fase do Capixabão 2020 trouxe pelo menos duas surpresas bem desagradáveis. Na oitava rodada, o Vitória venceu o Linhares por 12 a 0, em um jogo que mostrou não só a diferença de nível técnico, mas também a distância estrutural entre o líder e o lanterna da competição. Já a última rodada, que acontece neste sábado (14), terá um jogo a menos. O já rebaixado Atlético Itapemirim desistiu de disputar a partida contra o Vitória. 
Tais acontecimentos deixam muito claro que hoje o Espírito Santo não possui dez times que possuem estrutura para uma competição profissional. Não dá mais para aceitar diretorias que não pagam salários, desistem de partidas ao alegar “gastos desnecessários”, não têm nem um local para mandar seus jogos e etc. Isso faz muito mal ao futebol local. A primeira divisão estadual poderia ter oito times que já estaria de muito bom tamanho. 
Não dá mais para engolir também a seguinte desculpa: “Ah, mas aí o Capixabão vai ter poucos jogos”. Melhor ter menos partidas com equipes mais estruturadas e competitivas do que ter vários jogos desinteressantes e que não sejam atraentes para o público. Por falar nisso, levar torcida para os estádios não tem sido uma missão das mais fáceis. Esta edição do Estadual ainda nem acabou, mas pelos levantamentos iniciais já sabemos que o público será consideravelmente menor quando comparado ao Capixabão 2019. mas aí o Capixabão vai ter poucos jogos”. Melhor ter menos partidas com equipes mais estruturadas e competitivas do que ter vários jogos desinteressantes e que não sejam atraentes para o público.
Vitória-ES goleia o Linhares Crédito: Vitor Nicchio/Vitória-ES
Por falar nisso, levar torcida para os estádios capixabas não tem sido uma missão das mais fáceis. Esta edição do Estadual ainda nem acabou, mas pelos levantamentos iniciais já sabemos que o público será consideravelmente menor quando comparado ao Capixabão 2019. Não adianta acreditar que é obra do acaso, está tudo interligado. Uma competição desinteressante e com clubes que não conseguem formar times minimamente competitivos não vai levar ninguém para os jogos.

Para já começar a pensar em mudar

Após dois anos com o mesmo regulamento, o Capixabão 2021 poderá ter mudanças estruturais como uma nova fórmula de disputa e nova quantidade de equipes, mudança esta última que seria excelente. É claro que isso cabe aos dirigentes. Não dá para ser conivente com a mesmice que puxa o futebol capixaba para baixo há anos e depois esbravejar ao ver seu time ser prejudicado ou não entrar em campo por conta da falta de profissionalismo de um clube rival.  A Federação é claro, também tem seu papel nessa equação. Tem que analisar as condições de cada clube e não ter pena de cortar quem não tem condições de ser profissional.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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